Flauta transversal

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Flauta transversal

Marina Camponês e Diana Botelho Vieira apresentaram o disco “Histórias para uma Flauta” com um concerto de lançamento a 6 de novembro, no Auditório Adelina Caravana, Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga.

No disco “Histórias para uma Flauta” (Artway Editions) a flauta transversal e a nova música portuguesa estão no centro das atenções. A flautista Marina Camponês e a pianista Diana Botelho Vieira juntaram-se para preencherem um vazio na pedagogia do instrumento, onde rareiam as obras contemporâneas de autores portugueses, para os diversos níveis de ensino. Assim nasceram as Histórias para uma Flauta, projecto que passou por encomendar novas composições, gravá-las e disponibilizar um disco duplo e as partituras a todos os estudantes e professores de flauta.

A enorme diversidade estilística da música portuguesa actual fica em evidência nesta edição que reúne sete criadores: desde uma jovem estudante de composição, Inês Pinto, até aos veteranos Sérgio Azevedo, Eurico Carrapatoso e Eduardo Patriarca, passando por nomes seguros da nova música como Anne Victorino d’Almeida, Paulo Bastos e Daniel Bernardes. Entre ambientes sugestivos, uns mais populares, outros experimentais ou minimalistas, encontra-se sempre o apelo aos mundos de fantasia e imaginação das crianças.

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Biografias

Marina Camponês

Marina Camponês iniciou a sua formação musical no Orfeão de Leiria, prosseguindo os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa, na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Escola Superior de Música da Catalunha. Ao longo da sua carreira, tem colaborado com diversas orquestras e agrupamentos de referência, como a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Ensemble Darcos, a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras.

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Com um percurso marcado pela versatilidade, dedica-se ativamente à música de câmara, apresentando-se regularmente em diferentes formações. É membro dos ensembles de música contemporânea Lisbon Ensemble XX.XXI e Ensemble DME, e fundadora de vários projetos, incluindo o Ipsis Duo, o quinteto de sopros Humorictus Ensemble e o Duo Senza Misura (flauta e harpa).

Foi distinguida com o terceiro prémio no 18.º Concurso de Interpretação do Estoril e com o primeiro prémio no Prémio Jovens Músicos 2010, na categoria de flauta transversal (nível superior). Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Ensemble Darcos, a Orquestra Sem Fronteiras, a Orquestra do Algarve e a Orquestra Clássica do Centro.

Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve uma intensa atividade pedagógica. É professora na Escola Profissional da Metropolitana, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo e na Academia de Música de Lisboa, sendo regularmente convidada para orientar classes de aperfeiçoamento em várias instituições a nível nacional.

Diana Botelho

Diana Botelho Vieira nasceu na ilha de São Miguel, Açores, em 1984. Apresentou-se em recitais de piano, de música de câmara e a solo com orquestra em Portugal, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos da América e América do Sul. Foi laureada no Prémio Jovens Músicos – RDP Antena 2 na categoria Piano, sendo também detentora do Búzio Revelação (Expresso das 9) e Prémio Cultura (Correio dos Açores).

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Apresentou-se como solista com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Clássica do Centro, Sinfonietta de Ponta Delgada, Orquestra da Universidade Politécnica da Catalunha, Mission Chamber Orchestra, Ensemble de Sopros de Leiria, e Sinfonietta de Castelo Branco, sob a direcção dos maestros Yuri Pankiv, Jean-Marc Burfin, Nikolay Lalov, José Eduardo Gomes, Amâncio Cabral, Mario Brandl García, Emily Ray, Alberto Roque, e Bruno Cândido.

Participou em festivais como o Summer Institute for Contemporary Performance Practice (Boston), PianoFest (Chicago), Embassy Series – Uniting People Through Musical Diplomacy (Washington/DC), Meadowmount School of Music (Nova Iorque), Festival Ibérico de Badajoz, Dias da Música no CCB, Temporada Artística dos Açores, Porto PianoFest (edição online), Festival Internacional de Música da Primavera em Viseu, Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Música em Si Menor, Festival de Piano Cidade de Lagoa/Algarve, Semana de Piano de Santarém, Q.Art Festival, Festival Prolífica, Ciclo de Piano de Matosinhos.
Ao longo de cada temporada, Diana inclui nos seus recitais música de compositores portugueses, tendo feito várias estreias e gravado vários CDs com música portuguesa.