Dealema

Os Dealema são um dos mais antigos grupos de Hip-Hop português, formado na década de 90, com membros de Gaia e do Porto. Começaram com a fusão de 2 projectos Factor X (Mundo e Dj Guze) e Fullashit (Fuse e Expeão), entretanto conheceram o “5° elemento” Maze, e todos juntos formaram os Dealema que há 30 anos se mantêm no activo exactamente com a mesma formação.

Com um já vasto percurso musical, 7 discos e inúmeras colaborações, contam com uma base sólida de seguidores, que tem vindo a crescer nos últimos anos, não apenas em Portugal, mas em outros países de língua oficial portuguesa.

Em 2026, os Dealema celebram 30 anos.

1996

Expresso do Submundo

Entre rimas e batidas, nasce o primeiro trabalho dos Dealema, o mítico “Expresso do Submundo”. Uma obra de coleccionador que faz parte da história do hip-hop em Portugal e que foi reeditado em formato K7, uma prenda aos fãs que nunca tiveram acesso comercial a este disco.

2003

Dealema

Segue-se o álbum homónimo, editado pela Norte Sul, que arrebatou a crítica e o público mostrando que afinal o hip-hop também pode ser exprimido em português, com língua afiada e beats pesados. Nesse ano, começa a aventura mediática dos Dealema que foram capa de muitas revistas e tocaram nos maiores festivais de música em Portugal.

2008

V Império

Desvinculados de editora e agora mais independentes que nunca, surgem com “V Império”, um álbum que veio confirmar o estatuto de banda de culto, consolidando o eixo Porto/Gaia como a nação do hip-hop em Portugal. Deste disco fazem parte alguns dos maiores hinos de Dealema, ainda hoje tocados ao vivo em muitos dos concertos da banda.

2010

Arte de Viver

A convite do radialista e programador musical Henrique Amaro, associam-se numa parceria de sucesso à NOS Discos editando o EP “Arte de Viver”. Neste disco começam a vislumbrar-se alguns raios de luz que antevêem uma Alvorada da Alma ainda por editar.

2011

A Grande Tribulação

Os Dealema voltam aos beats pesados e à lírica mais negra com “A Grande Tribulação”. Neste disco o pentágono pinta a tela do momento pré apocalíptico que paira sobre a humanidade. Como sempre a sua mensagem pretende de forma directa provocar no ouvinte sentimentos concretos tendo como veículo a poesia e ambientes carregados de intensidade.

2013

Alvorada da Alma

Chega às lojas a “Alvorada da Alma”, que é um regresso às origens, onde tudo começou, à paixão pela música desde o primeiro momento até ao que ela representa hoje. O trabalho conta pela primeira vez com 12 convidados, alguns deles nomes internacionais da cena hip-hop e outros vindos de universos musicais distintos do rap, denunciando uma diversidade sonora que se consagrou grandiosa.

2026

96 ao Infinito

Depois de um hiato de 12 anos, o Pentágono regressa a estúdio e traz consigo uma mão cheia de convidados: Bezegol, Manel Cruz, Zacky Man, Ace e David Cruz. Um álbum composto por 10 faixas, que celebra 3 décadas de existência e que traz consigo a nostalgia de outros tempos.

A celebrar três décadas de carreira, o pentágono mantém-se em rotação de norte a sul do país, depois de um Coliseu do Porto absolutamente esgotado.

Dealema

Dealema

“Mogno” é o novo álbum de Denise

10 anos após o lançamento do EP “Angorá”, Denise regressa com uma reflexão íntima sobre mudança, inquietação e o poder transformador do tempo. O álbum chega a 7 de novembro às plataformas de streaming e também em formato CD, limitado a 100 unidades.

Nas palavras de Denise, “Mogno é um álbum que evoca a densidade, resistência e elegância associadas à madeira nobre que lhe dá nome. Construído entre sons, harmonias, coros e silêncios, o disco revela-se como uma obra intensa e coerente, onde cada faixa assume identidade própria, resistindo ao efémero e afirmando-se como matéria viva. Mogno é uma criação honesta e transparente, marcada por canções densas e profundamente pessoais. É um espaço onde a presença e o silêncio coexistem com significado, refletindo uma expressão íntima, íntegra e intemporal.”

O disco conta com a produção de Tayob J., TANB, Lirys, Ruca SementeNegra, Pimenta, Tk, Composto e Dj Felllaz. Todas as canções são escritas e interpretadas por Denise, sendo que a gravação, mistura e masterização ficaram a cargo de Zé Poças (Zé Menos), à exceção do tema #JNQM, misturado por Tayob J. Mogno chegou às plataformas de streaming a 7 de novembro de 2025 e, para os adeptos de formato físico, em CD limitado a 100 unidades. A ilustração ficou a cargo de Jumas.

Denise entrou no universo musical em 2008. Do reconhecimento em colaborações nacionais (Barrako 27, Virtus, TNT e Beware Jack ou Kaines) à afirmação da sua própria narrativa, foi na carreira a solo que revelou a sua verdadeira identidade artística. Denise tem uma escrita afiada e destaca-se na cena portuguesa pelo seu cunho musical peculiar, uma abordagem híbrida que cruza a intensidade da Soul com a força do Rap, sempre com a qualidade e a personalidade que a caracterizam. Com uma voz doce mas cheia de carácter, Denise conduz-nos por uma viagem intensa ao seu universo musical, onde cada canção é entrega e cada verso respira verdade. As batidas e melodias fundem-se em emoções que permanecem vivas, mesmo quando o silêncio regressa.

No seu currículo, Denise conta com 3 mixtapes, um EP, vários singles e colaborações. Recentemente apresentou na Feira do Livro do Porto o espetáculo “Ritmos e palavras com sotaque do Norte” onde, além de assumir a curadoria partilhada com Keso, atuou em formato showcase e spoken word testando alguns dos temas deste novo trabalho. Chegou então o momento de Denise nos presentear com um álbum.

Denise, cantora de Hip-hop

Denise, cantora de Hip-hop

Mogno, álbum de Denise, cantora de Hip-hop

Mogno, álbum de Denise, cantora de Hip-hop

Referências ao último EP:

“Denise, a menina do Coro da igreja é a nova voz do soul-rap.” – Público

“É no circuito do hiphop que Denise se movimenta com à-vontade total, enquanto ouvinte e também como artista, mas a estreia discográfica da jovem portuense reflete mais do que uma simples influência musical.” – JN

“Denise canta o amor, transmite alento e esperança, retira as pessoas da casca. São palavras colhidas do coração.” – TimeOut