Concertista, criador conceptual, professor e director musical, António Carrilho apresenta-se num repertório que vai desde o Trecento italiano até à música mais recente passando ainda pela interpretação e transcrição da música do século XIX.
Foi solista com as orquestras Gulbenkian, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana, Den Norsk Katedralenensemblet, Sinfonietta de Lisboa, Divino Sospiro, Os Músicos do Tejo, Barroca de Haifa, Barroca de Nagoya, Barroca do Amazonas…
É director de La Paix du Parnasse (GEMA) e Melleo Harmonia Antigua, membro de Syrinx: XXII (CMA), Syrinxello, Borealis Ensemble, Os Músicos do Tejo, e presença habitual em importantes festivais na Europa, América e Ásia.
Gravou para as etiquetas: Encherialis; Numérica; Naxos; Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Amazonas; DGartes/ MPMP; portugaler; dialogos; Arte France/ RTP. Destacam-se as gravações do concerto para flauta e orquestra de Nuno da Rocha, a gravação da Suite concertante para flauta e cordas de Sérgio Azevedo, assim como a gravação da obra integral de Bartolomeu de Selma y Salaverde com o agrupamento japonês Antonello. Gravou para a MPMP com a orquestra Divino Sospiro a gravação do concerto para flauta e orquestra de Nuno da Rocha. A solo lança em 2024, Bach semper Bach na etiqueta Codax, projecto apoiado pela GDA (apoio à Edição Fonográfica de intérprete) e pela Fundação da Casa de Mateus, em 2024. Com Syrinx: XXII um CD na etiqueta francesa Musik Fabrik.
Lecciona nos Cursos Internacionais de Música Antiga de Urbino em Itália e nos Cursos Internacionais de Música de Mateus (direcção pedagógica) em Portugal, tendo orientado cursos em Portugal, Holanda, Espanha, Alemanha, Itália, Índia, Japão, Austrália e Brasil.
É Professor de Flauta de bisel e Música de Câmara (coordenador da disciplina) na ESART e na Escuela Superior de Música de Extremadura, em Espanha.
[ Bio facultada por António Carrilho e inserida a 12 de março de 2019 ]
Fernando Lapa é um compositor português nascido em Vila Real em 1950.
Premiado em concursos de composição, tem mantido uma intensa actividade nesta área, expressa em mais de uma centena de obras, abrangendo praticamente todos os géneros: para formações de câmara ou instrumento solo, corais, sinfónicas, electroacústicas e outras.
Compôs diversas bandas sonoras para o cinema e o teatro, nomeadamente para a longa metragem Ma’sin, de Saguenail (filme vencedor do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz); ou para as peças de teatro Partir a meio-dia, de Paul Claudel, Tartufo, de Molière e O arquitecto e o imperador da Assíria, de Arrabal (para a Companhia de Teatro de Braga); Alice, de Lewis Carrol (para o Teatro de Marionetas do Porto); Antígona, de Sófocles e Paixões, de António Lobo Antunes (para o Seiva Trupe do Porto); ou Poker na Jamaica, de Evelyn Pieller (estreada no CCB em Lisboa).
De entre as obras estreadas desde 2001, destacam-se: Tenebrae para octeto vocal e órgão; Imagens a preto e branco, pela Orquestra Nacional do Porto, num concerto dedicado a compositores portuenses; Canções de negro e de sal para barítono e orquestra (encomenda do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim); Magnificat, para Coro e órgão, pelo Tallis Chamber Choir, num concerto integrado na programação do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura.
É o principal autor da ópera A demolição – a história que ides ver, encomendada pelo Serviço Educativo da Casa da Música e apresentada em Fevereiro de 2002, tendo estreado em Katowice (Polónia) o Concerto para flauta, piano e orquestra de cordas. Mais recentemente foram estreadas: Say beautiful, para sexteto de percussão, pelo “Drumming”, no Teatro Viriato, em Viseu; oito poemas breves de valter hugo mãe, pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, no Auditório de Serralves, no Porto; ou ainda Seis bagatelassobre poemas de Alexandre O’Neill, para Coro e piano, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga; Três cantos para uma memória, para piano solo, no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim; Storyboard para piano a 4 mãos, no Forte de S. Francisco, em Chaves; o Concerto para Guitarra Portuguesa e Orquestra, encomenda de Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura, no Teatro Académico Gil Vicente; Enfim, só!!!, para saxofone e quinteto de cordas, encomenda do Festival de Música de Caldas da Rainha, 2004; Nem tudo ou nada, para clarinete e piano, no Festival Península de Músicas, no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, 2004, entre outras.
Algumas das suas obras têm sido repetidamente interpretadas, tanto em Portugal como no estrangeiro (Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Polónia, Hungria, Finlândia, Egipto, México e EUA), nomeadamente Ostinato, muitas vezes apresentada por várias orquestras portuguesas.
Diversas obras se encontram com regularidade no repertório dos mais variados intérpretes e formações, nomeadamente: Variações sobre o Coro da Primavera, para piano; Itinerários para duas guitarras; Plural II para flauta e piano; o Quinteto de sopro Cinco esboços em azul ultramar; As cinco portas do labirinto, para contrabaixo e piano; o quinteto In nomine; a canção O céu, a terra, o vento sossegado, para canto e piano; Angelus, para flauta solo; Plural III, para clarinete e piano; Quasi ostinato, para Coro e piano; diversas obras corais a capella ou com acompanhamento instrumental; para além de inúmeras harmonizações de canções populares e dos mais diversos arranjos para Coro ou formações instrumentais.
A RDP e a RTP gravaram e transmitiram diversos concertos em que figuravam obras suas, sendo de destacar a transmissão para muitos países europeus, via UER., de Cantares de Natal, em Dezembro de 1997. Está também representado em várias gravações em CD, tendo gravado em 2003 Canções de negro e de sal, para barítono e orquestra; Variações sobre o Coro da Primavera para piano solo; e Um Natal Português para Coro e orquestra (grande obra coral sinfónica escrita em parceria com os compositores portuenses Carlos Azevedo, Fernando Valente e Eugénio Amorim).
Tem partituras editadas em Portugal e na Alemanha.
Cage, Lapa, Linz, Messiaen, Pärt, Reich – Die Verlangsamte Zeit (CD, Álbum) Laska Records 2003
Luís Duarte, Lígia Madeira, Fernando Lopes-Graça, Sérgio Azevedo, José Viana da Mota, Fernando Lapa, António Victorino d’Almeida – Portuguese Music For Piano Duo (CD, Álbum) Brilliant Classics 96095 2021
Canções do outro lado da rua | Fernando C. Lapa | OPGB Integral para orquestra de guitarras e bandolins
Canções do outro lado da rua
A Pleiades Editions, selo editorial da Associação Cultural de Plectro, lançou em junho de 2022 o novo disco da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins: Canções do outro lado da rua, que contém a integral das obras para orquestra de guitarras e bandolins do compositor Fernando C. Lapa (Vila Real, 1950), inteiramente dedicadas e estreadas pela Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins (OPGB).
Um disco onde se pode usufruir não apenas da versatilidade interpretativa da OPGB, da sua sonoridade tão peculiar quanto surpreendente, bem como da vitalidade da escrita contemporânea para este género de formação. Entre texturas mais tradicionais (Folias e Polifonias), de escrita mais programática (Canções do outro lado da rua) ou mais abstrata (Brisas e Neblinas) este disco pretende igualmente mostrar a atual qualidade da OPGB.
Neste CD “se reúnem três obras diferentes, que compus nos últimos anos para uma singularíssima e maravilhosa formação – a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins (OPGB). Elas resultam de pedidos e encomendas da orquestra e ilustram três faces bastante distintas do meu ofício de compôr: melodias de canções que escrevi para momentos muito diferentes; tratamentos orquestrais de melodias populares, num prazer reiterado de uma viagem pela musica das nossas raízes; e até a experiência mais aberta e plural de registos, texturas e sonoridades, numa construção que retrata o meu fascínio pela sonoridade única de todos estes instrumentos.”
Fernando C. Lapa, Compositor
“A ideia de a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins (OPGB) gravar um disco só com autores portugueses era algo que ambicionava desde a fundação. A grande conquista, que foi a profissionalização da OPGB, permitiu tornar as encomendas bastante regulares. Da minha admiração pela música do Professor Fernando Lapa, fruto essencialmente da experiência em grupos corais, surgiu a encomenda de Canções do outro lado da Rua para estreia no Centenário do Conservatório de Música do Porto. A empatia da OPGB com esta peça levou a que o Professor Fernando Lapa, com a sua habitual simpatia e generosidade, continuasse a acudir aos meus pedidos, que agora se materializam neste disco. Obrigado, Professor Fernando C. Lapa!”
António de Sousa Vieira, Diretor Artístico
Nascido no Porto em 1968, Carlos Guedes tem uma atividade compositiva multifacetada, contando com inúmeras encomendas para dança, teatro, cinema, além de música convencional de concerto.
Em 2019 contou a 80ª estreia em público, o seu trabalho tem sido ouvido em inúmeros festivais e salas de concerto incluindo The Kitchen, Joyce SoHo, Judson Church, ArCo, De Waag, SXSW, Teatro Nacional de S. João, SIGGRAPH, Shanghai eArts, Casa da Música, Expo ’98, Expo 2020, NYUAD Arts Center, Porto 2001, Guimarães 2012, Beijing Modern Music Festival 2016, Sharjah Flag Island Festival, e Asia Culture Center (Gwangju, Coreia do Sul).
Desenvolve uma atividade musical eclética que combina várias abordagens usando tecnologia musical (música industrial, techno, e música espectral), num trabalho colaborativo por natureza, quer com outras formas artísticas quer com outros músicos.
Colaborações incluem “Fragile ecosystems” (2019) para bombo e eletrónica encomendada por (e dedicada a) João Dias; “Uma coisa longínqua” (2020, Teatro de Ferro, encenação: Igor Gandra); “Neve” (2021, Balleteatro, coreógrafa: Né Barros); “Jardineiro imaginário” (2022, Teatro de Marionetas do Porto, encenação: Isabel Barros).
Carlos Guedes é em 2021-2022 o compositor residente no Drumming GP onde desenvolve o ciclo para percussão e música eletrónica sob suporte “Time Poetries” com a duração de cerca de 50 minutos.
Editou o disco “Shadows and reflections” (2021) do seu Duo Chess com o pianista dinamarquês Nikolaj Hess. Parte da sua música está disponível nas plataformas de streaming Spotify, Apple Music, YouTube, Bandcamp.
Paralelamente, desenvolve projetos de investigação que pretendem aprofundar o conhecimento sobre a música do golfo arábico. Ele é o co-fundador do grupo Music and Sound Cultures na New York University Abu Dhabi (NYUAD), um grupo dedicado à investigação multidisciplinar em música que desenvolve projetos metodologicamente híbridos combinando abordagens tradicionais e digitais das humanidades, e inteligência artificial.
Carlos Guedes é professor associado em música na NYUAD, com afiliações no curso de engenharia de computadores desta universidade e com o curso de tecnologia musical da NYU Steinhardt.
Gonçalo Pescada, nome artístico de Gonçalo André Dias Pescada, é um acordeonista português. Nasceu em Faro, a 10 de agosto de 1979. Segundo Paulo Cunha, foi o primeiro a licenciar-se em Acordeão em Portugal. A 12 de setembro de 2014, na Universidade de Évora, defendeu a tese “O funcionamento do sistema convertor e a sua influência na música escrita para Acordeão – Análise interpretativa de 6 obras contemporâneas” e tornou-se (com 19 valores) o primeiro doutorado em Acordeão em Portugal.
Gonçalo Pescada iniciou os estudos musicais no Algarve e continuou a sua formação em Lisboa (Instituto Musical Vitorino Matono), Castelo Branco (Escola Superior de Artes Aplicadas) e França (Centre National et International de Musique et Accordéon).
Entre outros, obteve o 1º Prémio no Concurso Nacional de Acordeão (Alcobaça, 1995) e o 1º Prémio no Concurso Internacional “Citá di Montese” (Itália, 2004).
Com o 1º Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril (Portugal, 2006), Gonçalo Pescada viu a sua carreira tomar um rumo internacional, realizando recitais em Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Bulgária.
Apresentou-se como solista com a Orquestra do Algarve, OrchestrUtopica, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção dos grandes maestros Cesário Costa, Osvaldo Ferreira, Michael Zilm, Nikolay Lalov, Susana Pescetti, entre outros.
Foi convidado a participar em Festivais de enorme prestígio como o 33º Festival de Música do Estoril, Dias da Música em Belém 2008, 30º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim e 39º Sofia Music Weeks International Festival (Bulgária) e apresentou-se em salas incontornáveis como o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Bulgária Hall e Queen Elizabeth Hall (Londres).
Tem gravado para rádios e televisões. Foram editados em 2012 os CD Encontros (Duo com piano) e Astor Piazzola (solista com orquestra).
Gonçalo Pescada, acordeonista
Discografia
Projecto Camaleão Azul – O Sul (CD, Álbum) Zona Música, Zipmix Records ZM00077 2003
Nascido em Guimarães em 1981, o violinista Emanuel Salvador conta com importantes apresentações como solista e recitalista em conceituadas salas de concerto, tais como St. Martin-in-the-Fields e Southwark Cathedral (Londres), Philharmonic Hall (Uralsk – Casaquistão), Museu Gulbenkian e Auditório do Banco de Portugal (Lisboa), Auditório Príncipe Filipe (Oviedo), Igreja de Santo António (Roma) e Teatro Manoel (Malta).
Foi distinguido com diversos prémios em concursos nacionais e internacionais, tais como 1º prémio nos concursos Isolde Menges (RCM) e Beckenham Festival; Barbirolli Memorial e Wolfson Foundation award; 2º prémio no Concurso Prémio Jovens Músicos (nível médio); 1ª Menção Honrosa no Concurso Internacional Júlio Cardona na Covilhã, entre outros. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 2000 a 2003.
Depois de terminar os seus estudos na Escola Profissional Artística do Vale do Ave – Artave, como melhor aluno do curso, seguiu para Londres onde obteve o grau de Bachelor of Music pela Guildhall School of Music and Drama (professor John Glickman) e o Master’s Degree in Music Performance pelo Royal College of Music (Dr. Felix Andrievsky). Outros professores relevantes na sua formação foram, entre outros, Ulf Hoelscher, Alberto Lysy, Vadim Brodsky, David Takeno, Ilya Grubert e na área da musica de câmara são de destacar David Dolan, e membros dos trios “Beaux Arts”, “Florestan”, “Peabody” e do quarteto “Takacs”.
Foi membro fundador do Trio Vianna da Motta, com o qual se apresentou em vários recitais e gravou com esta formação um CD para a editora Centro Atlântico. Desde 2003 forma um Duo com o harpista Ieuan Jones, apresentado-se desde então em vários recitais no Reino Unido.
O CD Escape é o álbum de estreia do Stretto Du0, formado por Paulo Jorge Ferreira (acordeão) e Catherine Strynckx (violoncelo). Inteiramente constituído por repertório original para acordeão e violoncelo, o disco tem o selo Artway Records.
A envolvência musical conferida pelo acordeão e violoncelo, por dois músicos com ampla experiência no plano artístico, conduz a uma atmosfera sonora de todo invulgar. Abordando um repertório inteiramente original para o Duo, o recital proposto apresenta, sem dúvida, grande riqueza tímbrica, aliando uma intensa cumplicidade artística evidente na performance dos dois intérpretes.
“Escape apresenta uma fusão inesperada entre o violoncelo e o acordeão, que nos transporta para um ambiente sonoro inusitado, ampliando e refrescando os tons e timbres do universo da Música Erudita. A envolvência musical é ainda reforçada pela notável simbiose conseguida pelo Stretto Duo, Catherine Strynckx (violoncelo) e Paulo Jorge Ferreira (acordeão), que se vale da sua vasta experiência no campo da interpretação, revelada também na música de câmara. Em certa medida, todas as obras interpretadas neste álbum revelam uma tensão quase libertadora, criada a partir da exploração das capacidades técnicas do violoncelo e do acordeão, que em Conjunto produzem sonoridades mais inusitadas e comoventes.”
Filipa Magalhães (NOVA FCSH-CESEM)
REPERTÓRIO
In Croce – Sofia Gubaidulina
Hymns – Ilkka Kuusisto
Intermezzo – Isang Yung
Escape – Patrick Busseuil
Capriccio – Helmut Degen
Three Dances – Heikki Valpola
Introduction und Allegro – Matyas Seiber
Drei Tanzszenen – Christoph Keller
Vivencias-Tango – Javier López Jaso
Itzalak Dantzan – Josune Otxotorena
Dream Garden – Mikhali Bronner
Touch – Paulo Jorge Ferreira
Stretto Duo, Duo de violoncelo e acordeão
Stretto Duo, Escape, Artway Records 2023
https://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2023/04/stretto-duo.jpg400400António Ferreirahttps://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2022/08/discorama-logo-300x300.jpgAntónio Ferreira2023-04-12 18:05:552023-04-12 18:20:35Stretto Duo
Com sede no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa teve o concerto de apresentação no dia 1 janeiro de 2005 no Rivoli, Teatro Municipal do Porto, onde também gravou o primeiro CD. Recebeu importante apoio por parte da Culturporto, da Portolazer e da Ágora na divulgação e expansão do seu projeto na cidade.
Desde 2007, a BSP é convidada pela Fundação Casa da Música a apresentar-se regularmente na Sala Guilhermina Suggia, onde tem vindo a interpretar regularmente um Conjunto de obras originais de compositores portugueses e estrangeiros, sendo responsável pela execução em primeira audição de mais de meia centena de obras, resultante ainda do seu concurso de composição e de encomendas.
Em 2010, lançou o seu álbum “A Portuguesa” com obras de compositores portugueses, num concerto realizado no auditório da Faculdade de Engenharia do Porto. Tem vindo a gravar regularmente outros trabalhos, nomeadamente “Traveler” (2011), “Hamlet” (2012) “Oásis” (2013), “Grand Concerto pour Orchestre d’Harmonie” (2014), “Sinfónico” com Quinta do Bill (2015), “Trilogia Romana” (2016), “Porto” (2017), “The Ghost Ship” (2018) e “Night and Day” (2019).
A BSP possibilitou, na maioria dos seus concertos, a apresentação de talentosos solistas nacionais e internacionais, sendo de destacar alguns como Pedro Burmester, Sérgio Carolino, Mário Laginha, Elisabete Matos, Marco Pereira, Jean-Yves Fourmeau, Nuno Pinto, Vicente Alberola, Pierre Dutot, Vincent David, Horácio Ferreira, Rubén Simeó, etc. Algumas apresentações contaram ainda com a participação de vários coros bem como grupos como a Vozes da Rádio, Quinta do Bill, Quarteto Vintage, European Tuba Trio, entre outros.
Maestros internacionalmente reputados como Jan Cober, Douglas Bostock, José Rafael Vilaplana (maestro principal convidado da BSP), Baldur Bronnimann, Alex Schillings, Marcel van Bree, Rafa Agulló, Dario Sotelo, Henrie Adams, Eugene Corporon e Andrea Loss dirigiram a BSP com enorme sucesso, tendo considerado este projeto como extraordinário e de uma riqueza cultural enorme para Portugal.
A BSP tem vindo a receber até ao momento as melhores críticas, não só do público em geral, como também de prestigiados músicos nacionais e estrangeiros. Maestros portugueses como Pedro Neves, Fernando Marinho, Alberto Roque, José Eduardo Gomes, Hélder Tavares, Luís Carvalho, André Granjo, Avelino Ramos, João Paulo Fernandes dirigiram também esta orquestra.
Atuou nas principais salas de espetáculo de norte a sul do país, Igrejas, Santuário de Fátima, bem como em Espanha no Teatro Monumental de Madrid (RTVE) e ainda nas cidades de Pontevedra, Corunha, Ávila, Llíria, Lleganés e participações nos Certames Internacionais de Boqueixón e Vila de Cruces (Espanha).
A BSP obteve em 2008 o 1.º prémio no II Concurso Internacional de Bandas de La Sénia na Catalunha (Espanha) na 1.ª secção e igualmente o 1.º prémio na categoria superior (Concert Division) do 60.º aniversário do World Music Contest em kerkrade na Holanda em outubro de 2011, com a mais alta classificação alguma vez atribuída em todas as edições deste concurso que é considerado o “campeonato do mundo de bandas”.
Em 2014, a BSP realizou a sua primeira digressão intercontinental pela China, realizando 5 concertos nas cidades de Hangzhou, Jiangyin, Shaoxing, Ningbo e Jiaxing. Participou em 2017 na qualidade de orquestra de referência no panorama internacional, no 18.º Festival do World Music Contest em Kerkrade e na 17.ª Conferência Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles em Utrecht. Realizou em novembro de 2019 uma digressão às Canárias atuando em Tenerife e na Gran Canaria.
A BSP realiza classes de aperfeiçoamento de instrumento com professores de reconhecido mérito artístico, bem como Cursos de Direção (contando já com 25 edições) orientados pelos prestigiados Maestros Marcel van Bree, Jan Cober (Holanda) Douglas Bostock (Inglaterra), José Rafael Vilaplana (Espanha), Eugene Corporon (E.U.A.) e Baldur Bronnimann (Suíça).
Em 2017, deu início ao festival BSP Júnior que se realiza anualmente no verão e que reúne centenas de jovens promissores instrumentistas.
A Banda Sinfónica Portuguesa é uma Associação cultural, sem fins lucrativos, apoiada pela Direção Geral das Artes. A direção artística está a cargo do Maestro Francisco Ferreira.
Álbuns
Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira – Traveler (CD, Álbum) World Wind Music WWM 500.179 2012
Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira, Fernando Marinho – Hamlet (CD) Molenaar Edition MBCD 31.1116.72 2012
Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira – Oasis (CD) Molenaar Edition MBCD 31.1126.72 2014
Quinta do Bill com a Banda Sinfónica Portuguesa – Sinfónico (Ao Vivo) (2xCD + DVD-V, PAL + Álbum) Contos da Praça 2015
Banda Sinfónica Portuguesa, José Rafael Pascual Vilaplana – Concerto Pour Grande Orchestre d’Harmonie (CD) Molenaar Edition MBCD 31.1133.72 2015
Ottorino Respighi, Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira – Roman Trilogy (CD) Molenaar Edition MBCD 31.1143.72 2016
Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira – Porto (CD) Molenaar Edition MBCD 31.1148.72 2017
Fonte: Discogs
Banda Sinfónica Portuguesa, Francisco Ferreira – Porto (CD) Molenaar Edition
Slide Bones Symbiosis é um agrupamento português de trombones, sob a direção musical de David Silva. Trombone tenor/alto: Marco Rodrigues; trombone tenor: Pedro Silva, Emanuel Rocha, Diogo Fernandes, Diogo Andrade, João Bastos, João Teixeira, José Rosas, Leonardo Fernandes, Sara Sousa; trombone baixo: Joaquim Rocha, Pedro Cunha.
Natural de Cascais, inicia os estudos de música aos sete anos na classe de violino de Marie Louise Fischer e de Dov Bartov na Grundmusikschule Arlesheim, na Suiça, onde obtêm um 2º prémio de músicos juvenis dessa mesma instituição. Em Basileia, frequenta a Jugendsinfonie Orchester der Regio com o maestro Albert E. Kaiser realizando inúmeros concertos em toda a Suíça, Alemanha, Alsácia, Liechtenstein, Itália e Áustria.
Licenciou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) onde estudou com Katchatour Amirkhanian e, posteriormente, com Aníbal Lima.
Frequentou inúmeras Masterclasses com professores e violinistas de renome mundial como Zakhar Bron, Orest Shourgot, Galina Turtchninanova, Stefan Kamilarov, Sergei Kravchenko, Boris Kuniev, Jiri Tomasek, entre outros.
Colaborou regularmente com a Orquestra da Fundação Gulbenkian, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e muitas outras em Portugal e no estrangeiro.
Participou no Projeto Haydn com o Quarteto Lacerda com o qual interpretou metade dos quartetos de J. Haydn para a RDP.
É mestre em ensino especializado da música pela ESML.
Leciona violino e Viola de Arco no Instituto Gregoriano de Lisboa e dirige a Camerata deste instituto.
Discografia
Órgão Histórico Bento Fontanes (1773) da Igreja da Misericórdia – Torres Vedras
Titulo: O Órgão Histórico da Igreja Misericórdia – Torres Vedras
Intervenientes:
Marcos Lázaro, Violino
Daniel Oliveira, Órgão e Baixo Contínuo
Produtor e editor: François Sibertin-Blanc – FSB Musique
Gravação: François Sibertin-Blanc – Dezembro de 2019
Apoios:
Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras
Câmara Municipal de Torres Vedras
Daniel Oliveira e Marcos Lázaro, Torres Vedras – Órgão da Igreja da Misericórdia
Daniel Oliveira e Marcos Lázaro, Torres Vedras – Órgão da Igreja da Misericórdia
Ana Vieira Leite é uma soprano portuguesa natural de Braga. O seu percurso passa por concertos em Portugal, Espanha, França, Suíça e Brasil em recitais a solo, em ópera e em ensemble. Apresenta-se regularmente em ópera, oratória, lied, música contemporânea e em agrupamentos de música renascentista e barroca.
É membro basilar de “Bando de Surunyo”, com direção musical de Hugo Sanches, um ensemble especializado na interpretação de música dos séculos XVI e XVII.
Em 2019 estreou-se como soprano solo no Grand Theatre de Genève na produção de Einstein on the Beach de Philip Glass e como Clorinda em Cenerentolina, uma adaptação para crianças da ópera Cenerentola de Rossini.
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