Luís de Freitas Branco (Lisboa 12/10/1890 – Lisboa 27/11/1955) domina o século XX português com a estatura de um colosso, de importância comparável, no domínio da música, a um Fernando Pessoa. Poderosa e multiforme, a sua criação colocou-nos em sintonia com a Europa, em certos casos antecipando-se a ela; veio estabelecer um novo patamar de excelência, tornando-se pedra de toque do reportório português em praticamente todos os domínios. (Alexandre Delgado)
Rui Massena é um compositor e maestro português. Com cinco anos tocava as primeiras peças, e com oito anos a sua primeira composição. Prosseguiu os estudos de piano e paralelamente, começou a sua ligação a coros, ensembles e pequenas orquestras. Esta ligação conduziu-o à sua primeira experiência como maestro de coros, e pontualmente, ensemble orquestrais, e com 16 anos começou a escrever para essas formações.
É licenciado em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa. Estudou com Jean Marc-Burfin, Jean Sébastian Béreau, Pascal Rophé, Robert Delecroix. Em Itália com Gianluigi Gelmetti.
Aos 27 anos, assumiu a direção artística e o cargo de Maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, durante 12 anos.
Entre 2001 e 2013, Rui Massena estreou dezenas de obras nacional e internacionalmente, dirigiu mais de trinta orquestras nacionais e internacionais de relevo e em salas de referência mundial – Tonhalle de Zurique, Teatro La Fenice em Veneza, Dvorak Hall em Praga, Giuseppe Verdi em Milão, entre outras. Um dos seus pontos altos foi a estreia a dirigir no Carnegie Hall em Nova Iorque.
Dirigiu solistas em todos os quadrantes musicais: Guy Braustein, José Cura, José Carreras, Brigitte Engerer, Zakhar Bron, Ute Lemper, Ivan Lins, Mariza, Mário Laginha, e Bernardo Sasseti. Nas temporadas 2011/2013 foi maestro convidado principal da Orquestra Sinfónica de Roma, em Itália.
Em reconhecimento do seu trabalho durante esses anos, Rui Massena foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural e Científico pela sua cidade natal, bem como a Medalha de Ouro de Mérito Cultural pela Academia de Artes e Ciências do Brasil, entre outras. Em 2021 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural e Científico, Grau Ouro, da Cidade do Porto, como reconhecimento do seu contributo continuado para com a cidade.
Em 2010, foi convidado para programar a área da Música na Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012, trabalho que desenvolveu desde 2010 e através do qual fundou a Orquestra ‘Fundação Orquestra Estúdio’.
Estão registados, num CD e DVD, sob a sua direção musical, cinco documentários do realizador César Pedro, algumas das obras que foram encomendadas no âmbito Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, e estreadas em concerto pela Fundação Orquestra Estúdio.
Para além das obras incluídas no CD e DVD, ‘Guimarães 2012’, encomendou aberturas a Sérgio Azevedo, Fernando Lapa, Pedro Faria Gomes, Eurico Carrapatoso, Antero Ávila, um bailado a David Chesky, um poema sinfónico a António Victorino d’Almeida, uma obra sinfónica a Wim Mertens, uma composição coletiva liderada por Carlos Guedes e uma ópera a Carlos Azevedo com libreto de Carlos Tê.
Todas as sessões de gravação contaram com a presença dos compositores, à exceção de António Pinho Vargas, que acompanharam o processo e validaram as interpretações. O bailado ‘The Zephyrtine’ de David Chesky foi editado e distribuído internacionalmente pela etiqueta Chesky Records – Hdtracks.
De 2003 a 2017, Rui Massena dirigiu, escreveu e arranjou, em linguagem sinfónica para inúmeros artistas com especial relevância no trabalho sobre Max, Da Weasel, Expensive Soul e Jorge Palma. Foi diretor musical das produções “Fiore Nudo” (2006) com encenação de Nuno M. Cardoso, e “Maria de Buenos Aires” (2006) com encenação de João Henriques, produzidas pelo teatro São João no Porto.
Mais tarde, em 2019, foi convidado pela organização do ‘Rock in Rio’ para a direção e orquestração musical do espetáculo sinfónico comemorativo dos quinze anos da presença da marca em Portugal.
Rui Massena apresentou 13 episódios do programa ‘Música Maestro’ no primeiro canal de televisão nacional (RTP1), numa perspetiva de aproximação da Música Sinfónica ao grande Público. Este programa televisivo foi selecionado para ser um dos três finalistas na categoria de artes, do Festival Rose d’Or em Berlim.
Entre 2015 e 2020, Rui Massena foi autor de um programa semanal de entrevista no Porto Canal, “Nota Alta”, apresentando entrevistas com figuras Portuguesas de grande relevo político-cultural.
Em 2019, Rui Massena compôs para a curta-metragem de ficção “Carnaval Sujo”, com realização de José Miguel Moreira, vencedor do festival Bragacine 2019 na categoria de melhor curta metragem, e também nomeado para os festivais FESTin – Portuguese Film Festival, Festival Internacional de Curtas Metragens dos Açores e International Film Festival of Vila Nova de Foz Côa.
Em 2021, assinou a banda sonora de dois telefilmes da produtora Santa Rita Filmes, “Esperança”, realizado por Cláudia Clemente, e “Medo”, realizado por Patrícia Sequeira, inseridos na trilogia de filmes originais “Na Porta ao Lado”, com enfoque no flagelo da violência doméstica.
Em 2022, compôs para o filme “La Manzana de Oro”, realizado por Jaime Chávarri, nome de grande prestígio no mundo cinematográfico espanhol, e para o documentário “Triunfo do Saber”, com a realização de Frank Saalfeld.
Após treze anos dirigindo semanalmente e de forma ininterrupta, Rui Massena tomou a decisão de finalmente dar espaço ao seu antigo sonho de compor.
Com uma linguagem íntima e intimista, centrado e que transmite tranquilidade, Rui Massena apresenta-se ao piano, em “Solo” (2015), em 15 canções. Apensar de ver “Solo” como um retiro espiritual necessário ao seu próprio equilíbrio, surpreendentemente este caminho lançá-lo-ia para uma carreira em nome próprio. O primeiro álbum de originais chegou a número 2 do top nacional de vendas português.
A música de Rui Massena foi selecionada para ser incluída na compilação ‘EXPO 1’ pela Deutsche Grammophon, composta por 29 composições de autores como Jóhann Jóhannsson, Max Richter, John Cage, Philip Glass e Ólafur Arnalds. ‘EXPO 1’ apresenta a música mais popular dos principais compositores ‘neo-clássicos’ da atualidade, ou seja, as vozes mais influentes na onda atual da composição pós-minimalista onde os estilos musicais clássicos contemporâneos e alternativos populares colidem.
O terceiro álbum de originais de Rui Massena (“III”) foi lançado em 2018 com a Universal Music, em parceria internacional com a Deutsche Grammophon, dando a este álbum a sua prestigiada etiqueta amarela.
Se por um lado se percebe que a eletrónica e a vanguarda sonora se alojaram no caminho, por outro, percebemos ao fim de breves segundos que os valores da sua música estão presentes: tranquila, desafiadora e emotiva. O seu terceiro álbum chegou à 4ª posição do top de vendas nacional.
Rui Massena escreveu, produziu e interpretou inteiramente o trabalho, ‘20PERCEPTION’. Um EP do ano de 2020, com seis peças comprimidas em 20 minutos simbólicos de música. Imaginários de dor e ternura são navegados, apoiados pela reorganização dos sentidos do compositor, por uma Perceção.
Convidado pela editora Deutsche Grammophon, ao lado de Maria João Pires e de outros 15 intérpretes e compositores de renome internacional, participou no festival World Piano Day 21, difundido mundialmente.
Após já ter surpreendido no mesmo ano com o EP “20PERCEPTION”, Rui Massena voltou em 2021 com um disco repleto de clássicos de Natal, Christmas Walk, gravado com orquestra e com arranjos do próprio Maestro.
Rui Massena continua a trabalhar como compositor, produtor e performer, com base no seu estúdio, junto à praia da Granja, na criativa cidade do Porto. Toca a sua música ao vivo em salas de concerto por todo o mundo, seja a solo ou como parte de um ensemble.
Discografia Orquestral
EMI Music Portugal (2007)
Da Weasel feat. Rui Massena, com a Prague Symphonic Orchestra – Amor, Escárnio e Maldizer
EMI Music Portugal (2008)
Da Weasel feat. Rui Massena – Ao vivo no Pavilhão Atlântico;
EMI CLASSICS (2009) 5 discos
Orquestra Clássica da Madeira – 252 anos de W.A. Mozart
Sinfonias: 35ª, 38ª, 39ª, 40ª, 41ª;
Concertos: Trompa e orquestra nº4, Clarinete e Orquestra, Flauta e Orquestra nº1, Piano e Orquestra nº23, Sinfonia concertante para violino, Viola e orquestra
HD CHESKY RECORDS (2012)
Fundação Orquestra Estúdio – The Zephyrtine, by David Chesky
Amílcar Vasques-Dias nasceu em Badim, Monção. Efectuou estudos superiores de Piano e de Composição nos Conservatórios de Música do Porto e de Braga. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura para o Curso Superior de Composição Instrumental e Electroacústica no Conservatório Real de Haia, na Holanda, onde foi aluno de Louis Andriessen, Peter Schat e Jan van Vlijmen.
Destaca-se a formação que fez com o compositor Karlheinz Stockhausen na Holanda, com Iannis Xenakis, em Aix-en-Provence, França e com Cândido Lima, em Portugal, considerando estes compositores/professores os que mais o ‘influenciaram’ na sua formação de compositor. Conheceu Fernando Lopes-Graça a quem deu a conhecer a sua obra. É a partir deste convívio que começa a dar mais atenção à Música tradicional portuguesa manifestando-se a sua influência em algumas das suas peças.
Na Holanda desenvolveu actividade artística e pedagógica como pianista e como compositor durante 14 anos.
Como pianista, interpreta a sua música e utiliza a improvisação como meio de expressão tendo realizado concertos em Portugal e em outros países da Europa e da América. Como compositor, tem recebido encomendas de várias instituições públicas e privadas holandesas e portuguesas no âmbito da música de câmara instrumental e vocal, ou electroacústica, orquestra sinfónica, orquestra de metais, Coro a cappella e acompanhado, obras multimédia, e música para filme e teatro.
A sua música tem sido tocada em Portugal e em outros países da Europa e da América, nomeadamente em festivais de música contemporânea.
Tem diversas obras gravadas em vários CD editados na Holanda e em Portugal sendo alguns exclusivamente da sua autoria.
De ouvido e coração – celebrando José Afonso Amílcar Vasques-Dias e Luís Pacheco Cunha, 1º lançamento oficial na FNAC do Chiado a 4 de abril de 2023.
Vasques-Dias, Lopes-Graça, Joana Gama – Travels In My Homeland – Portuguese Piano Music (CD) Grand Piano GP792 2019
Desnudo Numérica, 2011 (sobre poesia feminina hispano-árabe) com Joana Machado
Amílcar Vasques Dias, Álvaro Teixeira Lopes – Doze Nocturnos em Teu Nome – Lume de Chão: Tecido de Memórias e Afectos (CD, Álbum) Numérica NUM 1131 2005
De ouvido e coração – celebrando José Afonso, Amílcar Vasques-Dias
Autor de diversos álbuns, o compositor, pianista e organista Tiago Sousa tem despertado o fascínio do público melómano com o seu discurso musical articulado entre a escrita contemporânea e o minimalismo.
Discografia
Tiago Sousa & João Correia – Insónia (LP, Edição Limitada) Humming Conch Conch 005, duo20091250 2009
Walden Pond’s Monk 2 versões Immune 2011
Samsara 2 versões Immune 2013
Coro Das Vontades 2 versões (Tiago Sousa Self-released) 2015
Um Piano Nas Barricadas (LP, Álbum, Edição Limitada) Discrepant CREP23 2016
Pedro Caldeira Cabral, de seu nome completo “Pedro da Fonseca Caldeira Cabral, nasceu em Lisboa, no dia 4 de Dezembro de 1950, no seio de uma família numerosa (9 irmãos) que tinha uma tradição de prática musical amadora exclusivamente no âmbito da Música Erudita.
Teve deste modo no ambiente familiar o primeiro contacto com a música de autores como Purcell, Bach, Mozart, Chopin, Schubert e Schumann em interpretações cantadas pelo pai e acompanhadas ao piano pela mãe, iniciando a aprendizagem da Viola e da flauta de bisel com as irmãs.
Ainda na infância (1958) recebeu as primeiras lições de Guitarra de seu primo José Ferreira da Fonseca, e logo se apaixonou pelo instrumento, tendo nos anos seguintes recebido lições do Dr. César Augusto Bordallo, médico e guitarrista da escola de Coimbra (no estilo de Artur Paredes, cujo reportório interpretava).
Aos 10 anos recebeu como presente uma guitarra antiga, fabricada em 1905 por António Duarte, do Porto, a qual tinha sido oferecida ao avô paterno pela célebre actriz e cantora de Fado, Adelina Fernandes. Com esse instrumento praticou intensamente até aos 16 anos, altura em que comprou a sua primeira guitarra de modelo profissional de João Pedro Grácio Júnior.
Apresentou-se em público em festas de amadores desde os 14 anos, acompanhando vozes como António Mello Corrêa, José Pracana, “Chico” Stofell, Francisco Pessoa, Mercês Cunha Rego, Mercês Cardoso Pinto, Bela Buéri, Maria da Nazaré Martins, Vicente da Câmara, Teresa Tarouca e Maria Teresa de Noronha, entre muitos outros.
Frequentou igualmente aos fins-de-semana as casas de Fado amador da linha de Cascais, como “O Cartola”, “O Estribo”, o “vira Milho” e o “Galito”, durante a segunda metade da década de 1960.
Aos 16 anos (1967) foi convidado por Vicente da Câmara para actuar em directo nos programas de Fado que este artista mantinha no Rádio Clube Português, em substituição de Raul Nery, tendo tocado como solista em público pela primeira vez, sendo acompanhado nessas funções por Fernando Alvim, na Viola. Nesse ano, iniciou a actividade profissional no Mercado de Abril (mais tarde Mercado da Primavera) acompanhando os fadistas João Braga e Vicente da Câmara, acompanhado pelos violistas Júlio Gomes e Joel Pina.
Mais tarde, ainda no ano de 1967, é convidado a tocar no restaurante típico “Abril em Portugal (Rua das Taipas), ao lado de António Luis Gomes (Guitarra), Fernando Alvim (Viola) e Helder Nery (Viola), formando nesse ano um Conjunto liderado por Luís Gomes.”
“Em 1968 grava o seu primeiro disco de guitarradas integrado no Conjunto de Guitarras de António Luis Gomes, com o qual realiza programas de rádio e televisão.”
“Em 1969 é convidado a integrar o elenco do novo Restaurante Típico “O Luso”, na Travessa da Queimada (antigo “Café Luso”), local de grandes tradições que reabriu com um novo conceito de espectáculo de Fado e folclore, baseado em experiência anterior do restaurante “Folclore”.
Com Fernando Alvim, faz a selecção e arranjo das canções dos candidatos a apresentar “baladas” no célebre programa Zip-Zip, da RTP.
Grava inúmeros discos de baladas e fados, destacando-se os de José Labaredas, Lídia Rita, António Macedo, Rui Gomes e padre Fanhais, nos quais introduz também a guitarra portuguesa (instrumento com conotações tradicionalistas e, por isso, marginalizado do “som” deste género de música).
No mesmo ano, gravou o primeiro LP com o Conjunto de Guitarras de Fernando Alvim, deslocando-se ao Festival Internacional Singing Europe, na Holanda, para acompanhar João Ferreira-Rosa, ao lado de Carlos Gonçalves (guitarra), Pedro Leal (Viola) e Joel Pina (Viola baixo).
No ano seguinte continua a sua actividade guitarrística no Restaurante Típico “O Timpanas”, realizando também nesse ano uma digressão em várias cidades da Alemanha (na qual se apresentava em solo absoluto, interpretando peças suas e de Carlos Paredes), e em espectáculos com o Trio Odemira, a fadista Emília Reis e o cançonetista Luís Fernando.” (cf. Pedro Caldeira Cabral, “A Guitarra Portuguesa”, Lisboa, Ediclube, 1999, pp. 271-279)
Nas seguintes décadas Pedro Caldeira Cabral desenvolveu uma notável prestação musical, quer a nível individual como em colectivo. Alargou o seu repertório interpretativo, regressa aos estudos, na Universidade Nova de Lisboa, sucedem-se os concertos, em palcos nacionais e internacionais, sendo acompanhado por diversos instrumentos tais como violino e trompas. Exemplo da sua versatilidade é a fundação do grupo “La Batalla”, especializado na Música Medieval em instrumentos históricos e com o qual edita o “Cantigas D’Amigo” (1984) vencedor do Prémio da Crítica para melhor disco do ano de música clássica.
Também o “Grupo Musica Ficta” é fundado e dirigido por Pedro Caldeira Cabral que em paralelo mantém o acompanhamento de fadistas como Teresa Silva Carvalho, Ada de Castro, entre outros.
Em 1985 foi editado um LP com música original de Guitarra, intitulado “Pedro Caldeira Cabral”. “Nesse disco, a Guitarra Portuguesa é apresentada em contextos instrumentais variados, reflectindo várias opções estéticas, do Jazz à “Música Erudita”, da World Music às novas linguagens a solo.”.
Outras edições se registam, nomeadamente internacionais com destaque para um CD para a etiqueta belga GHA, “Guitarra Portuguesa” (1990), com peças novas a solo e outras de autores tradicionais como Armandino e José Nunes, acompanhado por Francisco Perez. Na Alemanha sai o CD intitulado “Momentos da Guitarra Portuguesa” (1991), tendo sido gravado num concerto realizado ao vivo e ao ar livre em Hamburgo, no âmbito do Festival Weltbeat.
Atingido o prestígio internacional Pedro Caldeira Cabral recebeu em 1993 o “Internationaler Schallplatenpreis” ao seu CD “Variações”.
Participou em 1996, como solista em Guitarra Portuguesa, na gravação do CD com o hino oficial da Expo’98, “Pangea” da autoria de Nuno Rebelo, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção de Miguel Graça Moura.
Em 1998 fez a direcção artística do Festival de Guitarra Portuguesa da Expo’98.
Pedro Caldeira Cabral é autor de um grande número de peças para Guitarra Portuguesa, destaque para:
“Baile das Meninas”, “Baile dos Carêtos”, “Balada do Castanheiro”, “Balada da Oliveira”, “Canção”, “Canto da Mulher de Pedra”, “Cantos da Lua”, “Contraponto I”, “Dança das Sombras”, “Diálogo Crioulo”, “Encontros”, “Estudo em Acordes”, “Estudo de Dedilho”, “Gestos”, “(In) Diferença”, “Improviso à Partida”, “Jogo de Sons”, “Labirinto I”, “Miscelânea”, “Momentos/Fragmentos, “Novo fandango”, “O Som Dúvida Azul?”, “Pêndulo”, “Por Música Nos Entendemos…”, “Prelúdio”, “Retorno”, “Sons de Andaluzia”, “Sons de Belmonte”, “Toada de Lisboa”, “Valsa em Mi Menor”, “Variações em Dó Menor”, “Variações sobre o Fado Alberto”, “Variações sobre o Fado Varella”, “Variações sobre um Romance (D Mariana)”; “Versos a um Sorriso Mágico”.
Excerto biográfico retirado de Pedro Caldeira Cabral (1999) “A Guitarra Portuguesa”, col. “Um Século de Fado”, Lisboa, Ediclube, pp 271-279.
Noiserv é o projeto a solo de David Santos, homem-orquestra, que começou em 2005.
Em 2005, Noiserv ganhou forma quando David Santos decidiu gravar ideias num álbum de demosntração. Meses mais tarde, os três temas foram editados na internet, pela Merzbau. Em 2008, Noiserv editou o primeiro longa-duração, One Hundred Miles from Thoughtlessness, disco incrivelmente bem recebido pelo público, pela imprensa e crítica, e que viu esgotada a sua terceira edição.
Em 2009, sucederam-se as aparições em palcos estrangeiros, nomeadamente na Alemanha, Áustria, Inglaterra, Escócia. Um percurso internacional que foi, em 2009, complementado com a edição de um single (7”) pela editora escocesa Autumn Ferment Records.
Noiserv conta com a presença em alguns dos mais carismáticos palcos nacionais como Coliseu dos Recreios, Coliseu do Porto, Cinema S. Jorge, Santiago Alquimista, Galeria Zé dos Bois, Music Box, tendo partilhado o palco com nomes incontornáveis como Perry Blake, Camera Obscura, Bill Callahan, I Like Trains, Tara Jane O’neil, Yndi Halda, Your Ten Mofo, Julianna Barwick, The Swell, Damon & Naomi, entre muitos outros.
Em 2010, Noiserv editou o EP intitulado A day in the day of the days. Em Novembro desse mesmo ano concluiu a sua participação na banda sonora do Documentário “José&Pilar” de Miguel Gonçalves Mendes, sobre José Saramago, em que escreveu grande parte das letras, das quais “Palco do Tempo” é aquela que tem vindo a ter maior destaque.
Ainda na área do cinema, participou em 2011 no filme “Noiserv {Sessão Dupla}”, de Paulo Dias, onde a partir dos temas de Noiserv, é contada a história de três personagens com diferentes ambições.
Em 2011, Noiserv estreou a editora LebensStrasse Records com a edição de um 7″ do tema “Mr. Carousel”. Em Abril regressou às edições reunindo num disco duplo o “One Hundred Miles from Thoughtlessness” e o EP “A day in the day of the days” e ainda alguns extras: duas remisturas internacionais e uma colaboração portuguesa para um tema extra “Little Maestro”.
Em 2020, Noiserv regressou às edições discográficas com um trabalho escrito inteiramente em português. “Uma Palavra Começada Por N” assume um tom mais confessional que os registos anteriores e aproxima-se ainda mais do ouvinte através da sonoridade que sempre o caracterizou aliada à sua língua materna.
Fonte: Wikipédia, adapt. AJF
Discografia
Álbuns
One Hundred Miles From Thoughtlessness (CD, Álbum) (Noiserv Self-released) 2008
Almost Visible Orchestra (A.V.O.) 6 versões (Noiserv Self-released) 2013
00:00:00:00 3 versões (Noiserv Self-released) 2016
Uma Palavra Começada Por N 2 versões Naïve 2020
Ao Vivo Na Cassete (Cass, Álbum, Ltd) (Noiserv Self-released) 2021
Singles & EPs
56010-92 2 versões Merzbau 2005
Bullets On Parade (7″, Single) Autumn Ferment Records AFR003V 2009
A Day In The Day Of The Days 2 versões Optimus Discos 2010
Mr. Carousel (7″, Single, Ltd) LebensStrasse Records Km001 2010
First Breath After Coma, Noiserv – Don’t Say Hi If You Don’t Have Time For a Nice Goodbye (7″, Single) minichord 41/2020 2020
Compilações
One Hundred Miles From Thoughtlessness / A Day In The Day Of The Days (2xCD, Álbum, Comp) (Noiserv Self-released) 2011
Vídeos
Everything Should Be Perfect Even If No One’s There (DVD, Ltd) (Noiserv Self-released) 2014
Miscelâneas
Once Upon A Time I Thought About Having A Song In A Music Box 3 versões (Noiserv Self-released) 2013
Almost Visible Orchestra (A.V.O.) Bonus Tracks (CD, Promo, Smplr, Car) Naïve 2015
ONZE in a music box 2 versões Not On Label (Noiserv Self-released) 2016
Noiserv Sound Machine (Hybrid, Box) Not On Label (Noiserv Self-released) 2022
O Ludovice Ensemble é um grupo especializado na interpretação de música antiga. Foi criado em 2004 por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim com o objetivo de divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII, através de interpretações historicamente informadas e com instrumentos antigos.
Discografia
Assembleia das Nações Estrangeiras
Ludovice Ensemble, Assembleia das Nações Estrangeiras
Gravado no final de 2021, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, o álbum «Assembleia das Nações Estrangeiras», do Ludovice Ensemble, foi apresentado publicamente no dia 19 outubro de 2023, no Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa.
Trata-se do 3º álbum discográfico do Ludovice Ensemble, um CD duplo com música de câmara de dois dos mais ilustres músicos portugueses do século XVIII: Pedro Jorge e Pedro António Avondano. O novo álbum é o 30º da coleção Melographia Portugueza, editada pela MPMP Património Musical Vivo.
Amour, viens animer ma voix!
Ludovice Ensemble – Amour, viens animer ma voix! (French Bass Cantatas) (CD, Album, Dig) Ramée RAM 1107 2011
Tubista português, nascido a 26 de outubro de 1973 em Alcobaça (Portugal), Artista Internacional Yamaha, Sérgio Carolino é um dos tubistas mais aclamados no panorama internacional.
Está em constante actividade como solista e professor nos mais diversos festivais de música, conservatórios e universidades um pouco por todo o mundo (da Europa à Austrália, passando pela Ásia e Américas).
Recebeu por quatro vezes o Roger Bobo Award Prize for Excellence in Recording pelos discos: Steel aLive!, a sua estreia a solo; Agreements & Disagree-ments, do projecto 2tUBAS&friends com Anne Jelle Visser; Pop&Roll, do seu grupo The Postcard Brass Band; e Sérgio Carolino presents Mr. SC & The Wild Bones Gang.
Em Portugal recebeu o Prémio de Músico Revelação de Jazz 2004, pelo crítico de jazz José Duarte, e o Prémio Carlos Paredes pelo 1º disco do Trio TGB – TubaGuitarra&Bateria (Clean Feed).
Em 2013, venceu o Prémio SPA 2013 na Categoria de Música Erudita, pelas obras editadas em 2012 e acção divulgadora da música portuguesa, entregue na Gala SPS/RTP no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa, transmitida em directo na televisão pública portuguesa – RTP1.
“Dono” de uma discografia considerável com os seus mais diversos e eclécticos projectos, alguns dos quais premiados internacionalmente, Sérgio Carolino tem um vasto leque de interesses e uma curiosidade musical que o leva por diferentes caminhos de expressão musical, desde o típico repertório clássico ao mais puro jazz e música improvisada. Estabeleceu-se como um virtuoso no repertório standard e contemporâneo para tuba.
José Carlos Araújo nasceu em Lisboa em 1988. Fez estudos de cravo e órgão com Cândida Matos e Rui Paiva no Conservatório Nacional, bem como música antiga com André Barroso, Armando Vidal e Stephen Bull na Escola Superior de Música de Lisboa.
Foi membro da Orquestra Barroca do Conservatório Nacional, com a qual, na qualidade de bolseiro da Fundação Rotária Portuguesa, participou no IV Festival Cultural Europeu de Rouen (2003). O seu interesse pelo estudo e prática da música antiga levou-o a contactar com intérpretes e especialistas de renome internacional, em diversos seminários e “masterclasses”, como Jacques Ogg, Roel Dieltiens e Wilbert Hazelzet, na Casa de Mateus, Rinaldo Alessandrini, José Luis Uriol, Miklós Spányi, Gerhard Doderer, Cremilde Rosado Fernandes, Ketil Haugsand, Ana Mafalda Castro, Giorgio Cesaroli ou Hermann Stinders.
Mantém regular actividade como cravista e organista, procurando os seus concertos e recitais incidir muito especialmente sobre a música ibérica para instrumentos de Tecla dos séculos XVI a XVIII. A sua actividade de concertista levou-o ao Festival de Cravo de Coimbra, à Temporada de Órgão de Aveiro, ao ciclo de concertos de inauguração do órgão da Igreja de Vagos (Georges Heintz, 2005), à Temporada de Cravo de Óbidos, ao Teatro Nacional de S. Carlos, ou ao Centro Cultural de Belém, bem como a alguns dos mais importantes órgãos históricos portugueses.
Alcançou o Primeiro Prémio e Prémio Especial do Público do Concurso de cravo Carlos Seixas, 2004, realizado na Escola Superior de Música de Lisboa e no Palácio da Independência. É membro da British Harpsichord Society e da Associação Portuguesa dos Amigos do Órgão. Gravou para a Radiodifusão Portuguesa.
Discografia
Álbuns
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (I) (CD) MPMP 2012
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (ll) (CD) MPMP 2012
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (lll) (CD) MPMP 2012
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (IV) (CD) MPMP
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (V) (CD) MPMP
Carlos Seixas, José Carlos Araújo – Sonatas (VI) (CD) MPMP
José Carlos Araújo, Carlos Seixas – Sonatas (VII) (CD) MPMP
Miscelâneas
Divino Sospiro, Massimo Mazzeo, Fernando Santiago García, Lucia Napoli, José Carlos Araújo – Passio Iberica (CD) Pan Classics PC10401
José Carlos Araújo, Carlos Seixas
https://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2022/09/jose-carlos-araujo_carlos-seixas_sonatas-i_melographia-portugueza.jpg400400António Ferreirahttps://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2022/08/discorama-logo-300x300.jpgAntónio Ferreira2022-09-12 16:48:322023-05-04 12:47:04José Carlos Araújo
Cândido Fernandes é um pianista e professor. Colaborou também com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Lisbon Film Orchestra, Orquestra Promenade, Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana e Banda Sinfónica Portuguesa.
Participou em projetos de diferentes expressões artísticas e musicais, nomeadamente Ópera, Teatro e Teatro Musical, abordando repertório erudito, pop, jazz e Fado.
No âmbito da música contemporânea, apresenta-se regularmente em concerto com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e colabora diretamente com compositores na criação e registo de nova música portuguesa.
Discografia
Sérgio Carolino, Cândido Fernandes – Duo Adamastor (CD, Álbum) AVA Musical Editions, Lisbon AVAVCD-05 2020
Sérgio Carolino, Cândido Fernandes – Duo Adamastor (LP, Álbum) AVA Musical Editions, Lisbon AVAVINIL-01 2020
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