Tiago Bettencourt

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, e sempre em Português, Tiago Bettencourt  embarcou em 2003 naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com os Toranja, marcando para sempre o panorama musical português.

A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público com os álbuns “Esquissos” e “Segundo”. Temas inesquecíveis como “Carta” e “Laços” são indissociáveis da sua voz marcante. Em 2006 os Toranja anunciaram uma pausa prolongada e foi então que Tiago Bettencourt partiu para o Canadá e tendo como banda de apoio os Mantha, gravou o álbum “Jardim” com produção de Howard Bilerman (Produtor de “Funeral” dos Arcade Fire), editado em 2007 com êxitos como “Canção Simples”, “O Jogo”, “O Lugar” e “O jardim”.

Em 2010, foi editado “Em Fuga”, também com produção de Howard Bilerman, com o single “Só Mais Uma Volta” e canções como “Chocámos Tu e Eu” ou “Caminho de Voltar”.

No final do ano de 2011 foi editado “Tiago na Toca e os Poetas”. Neste álbum, que surge acompanhado de um livro, Tiago musica poemas de autores portugueses como Florbela Espanca, José Carlos Ary dos Santos ou David Mourão Ferreira na companhia de amigos como Carminho, Camané, Fernando Tordo, Pedro Gonçalves (Dead Combo), entre outros.

Em 2012 chega às lojas “Acústico”, uma imensa celebração onde reúne os convidados Lura e Jorge Palma, e munido dos melhores momentos de uma carreira exemplar assinala um percurso de uma década de muitas experiências e sucessos reveladores de uma das maiores vozes nacionais e de um dos grandes autores da sua geração.

Em 2014, Tiago Bettencourt apresentou o novo disco “Do Princípio”, contando com três colaborações de luxo, Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira, além dos seus músicos habituais. Neste disco Tiago renova-se apresentando, entre outros, os surpreendentes “Aquilo que eu não fiz”, “Morena” e “Maria”.

2015 e 2016 foram anos dedicados à apresentação ao vivo do último álbum, concertos onde não faltaram todos os grandes sucessos da sua carreira.

2017 fica marcado pelo lançamento do seu novo disco “A Procura”, uma viagem incessante em que Tiago Bettencourt nos guia ao longo desde sexto disco da sua carreira, entre a acústica trovadoresca, a pop e as eletrónicas discretas. Um disco marcado pelas colaborações de Márcia, Vanessa da Mata e os singles “Se Me Deixasses Ser”, “Partimos a Pedra” e “Diz Sim feat. Vanessa da Mata”. “A Procura” reflete ao longo das suas 11 canções esta busca incessante do artista pelos vários quadrantes musicais característicos do próprio e mais além ainda.

Em 2020, Tiago Bettencourt lançou o tão aguardado novo álbum de originais – “2019 Rumo ao Eclipse”, o sétimo da sua carreira.

Além de multi-instrumentista é também produtor tendo sido responsável pela produção de discos de Miúda, Katia Guerreiro, Raquel Tavares e Cláudia Pascoal (2020). A sua contribuição à música portuguesa é e sempre será pautada pelo bom gosto, discernimento, e um respeito infinito pela sua língua, mesmo sabendo que isso sempre limitou as suas hipóteses de internacionalização. Em dezembro de 2018 e 2019 enche o coliseu com um concerto surpreendente nomeado para globo de ouro.

Tiago Bettencourt, 2019 Rumo ao Eclipse

Tiago Bettencourt, Acústico

Maro

Maro (Lisboa, Portugal, 30 de outubro de 1994) é uma cantora, multi-instrumentista, produtora e compositora portuguesa. Representou Portugal em Turim, no Festival Eurovisão da Canção 2022, com a canção “Saudade, saudade”.

Maro começou a estudar música aos 4 anos, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha), acabando por completar o Curso Complementar de Piano (2014). Tirou, ao mesmo tempo, o Curso de Ciência e Tecnologias, com o intuito de seguir pelo caminho da Biologia, ligada ao estudo dos animais.

Aos 19 anos, decidiu dedicar-se à música a tempo inteiro e candidatou-se ao Berklee College of Music (Boston). Depois de completar o curso em Professional Music (2017), mudou-se para Los Angeles (2018), onde deu início à sua carreira musical. Nesse ano lançou cinco álbuns e um EP, chamando a atenção de vários músicos conceituados, como o inglês Jacob Collier, que acabou por convidar Maro para participar no seu álbum DJESSE Vol. 2. A parceria não parou aí e a artista portuguesa acabou por ser convidada para fazer parte integral da banda de Jacob, na DJESSE World Tour (2019). Por volta da mesma altura, Maro começou a ser agenciada pela Quincy Jones Productions.

MARO venceu a 56ª edição do Festival RTP da Canção, um concurso musical com o objetivo de selecionar um representante para o Festival da Eurovisão, onde apresentou a canção “Saudade, saudade”.

A artista portuguesa foi a Washington D.C., nos Estados Unidos, registar um Tiny Desk Concert na NPR, por onde já passaram grandes nomes como U2, Robert Plant, Sting, Laurie Anderson, Coldplay ou Alicia Keys.

MARO foi uma das mais recentes artistas a passar pelos célebres Tiny Desk Concerts, série de vídeos que registam pequenas atuações musicais no espaço onde se grava o programa “All Songs Considered”, na NPR, rádio pública dos Estados Unidos. – noticiou o Expresso a 20 de abril de 2023.

Discografia

Álbuns de estúdio

2018 – MARO, Vol. 1
2018 – MARO, Vol. 2
2018 – MARO, Vol. 3
2018 – MARO & Manel (com Manuel Rocha)
2018 – it’s OK

EP

2018 – Mistake To Be Learned
2021 – PIRILAMPO

Singles

2019 – MIDNIGHT PURPLE (com NASAYA)
2019 – Why (com Ariza)
2019 – what difference will it make
2020 – Mi Condena (com Vic Mirallas)
2021 – TEMPO (NASAYA feat. MARO)
2021 – I SEE IT COMING (com NASAYA)
2022 – saudade, saudade

Colaborações

2018 – Não Me Deixes (Carolina Deslandes feat. MARO)
2018 – It Ain’t Working (Figùra feat. MARO)
2019 – Takin’ It Slow (SirAiva feat. MARO)
2019 – Move On (Noé Zagroun feat. MARO)
2019 – Moreninha (Monda feat. MARO)
2019 – Norte y Sur (Bebo San Juan feat. MARO)
2021 – Walk Above the City (The Paper Kites feat. Maro)
2021 – Sense (Judit Neddermann feat. MARO)
2021 – Corazón (80purppp feat. MARO)
2021 – Day Fire (Paraleven feat. MARO)
2021 – Mãe (Munir Hossn feat. MARO)
2021 – A Ponte (Marito Marques feat. MARO)
2022 – Better Now (ODESZA feat. MARO)[6]
2022 – Just A Dream (Gerald Clayton feat. MARO)
2022 – Damunt de tu Només les Flors (Gerald Clayton feat. MARO)

Fonte: Wikipédia

Maro & Manel, 2018

Budda Guedes

Discografia

Portugal desde a raiz, 2021.

Budda Guedes, Desde a raiz

Júlio Resende

Natural de Faro, Júlio Resende começou a tocar piano aos quatro anos e cedo integrou o Conservatório para a formação em música clássica.

Participou em vários workshops nos quais trabalhou com mestres do Hot Clube, New School for Jazz and Contemporary Music, a Berklee College of Music, e a Bill Evans Academy entre o tempo que passou na Université de St. Denis em Paris.

Em 2006 licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É professor de Piano-Jazz na Universidade de Aveiro no âmbito do Mestrado em Música-Jazz.

Editou em 2007 o álbum “Da Alma”, ao qual se seguem “Assim Falava Jazzatustra” (2009), “You Taste Like a Song” (2011) e “Amália Por Júlio Resende” (2013).

Em 2017 apresentou o primeiro disco dos Alexander Search, novo projeto mais próximo das linguagens do rock e com a poesia de Fernando Pessoa como ponto de partida para as canções.

Júlio Resende integra o Trio que acompanha na estrada as atuações de Salvador Sobral.

Fonte: Media RTP

Discografia

Álbuns

Da Alma ‎(CD, Álbum) Clean Feed CF095CD 2007
Assim Falava Jazzatustra ‎(CD, Álbum) Clean Feed CF158CD 2009
Amália 2 versões Edições Valentim de Carvalho 2013
Fado & Further ‎(CD, Álbum, S/Edition + DVD) Edições Valentim de Carvalho S.A. 0389-2 2015
Cinderella Cyborg ‎(CD, Álbum) Sony Music 19075896952 2018
Fado Jazz Ensemble 2 versões Sony Music 2020
Fado Jazz ‎(CD, Álbum) ACT (4) ACT 9052-2 2022

Júlio Resende, Lisbon Hood

João Pedro Brandão

João Pedro Brandão iniciou os estudos musicais na Escola de Música Óscar da Silva onde entre 1992 e 1997 estudou Flauta Transversal com Luís Carrapa.

Em 1999 começou a estudar Jazz num combo do pianista Paulo Gomes e em 2002 iniciou o estudo do Saxofone com o saxofonista Mário Santos.

Concluiu o curso de Jazz (saxofone) da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, do Porto), em 2007, tendo sido aluno de José Luís Rego, Mário Santos, Pedro Guedes, Carlos Azevedo, Telmo Marques, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Paulo Perfeito…

Esteve, entre Janeiro e Julho de 2007, no Lemmensinstitut (Bélgica) onde estudou com Frank Vaganné, Dré Palemaerts, entre outros.

Finalizou em 2012 o Mestrado em Jazz da ESMAE tendo estudado composição com Carlos Azevedo e Paulo Perfeito.

Teve aulas e participou em workshops com vários saxofonistas: Mark Turner, Greg Osby, Chris Cheek, Steve Wilson, Bill Mchenry, Miguel Zenon, Jaleel Shaw, e com os compositores Maria Schneider e Jason Lindner.

Criou em 2011 o CORETO, ensemble de 12 músicos que lidera, com quem actuou na Casa da Música (Novos talentos Jazz Nacional), Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro São Luiz, Festival Sines em Jazz, Festival Porta-Jazz, Festa do Avante. O grupo gravou 5 álbuns em edições com o Carimbo Porta-Jazz: 2021 – A Tribo, 2017 – Analog, 2012 – Aljamia, todos com música composta e arranjada por si; 2015 – Sem Chão – música de vários compositores portuenses; 2014 – Mergulho – música da António Pedro Neves. Todos estes álbuns foram aclamados pela crítica nacional constando invariavelmente nas listas Melhores discos de Jazz nacional.

Gravou em 2020 “Trama no Navio” um projeto onde junta os músicos Hugo Carvalhais, Marcos Cavaleiro e Ricardo Moreira, para reinterpretar em quarteto a música que escreveu para Orquestra Jazz de Matosinhos musicar a segunda parte do Filme “Couraçado Poutenkim”. O quarteto recebeu o apoio à circulação internacional da DGartes, tendo sido apresentado na Lituânia, Áustria, Alemanha, Suíça e Egito.

Desde 2009 integra a Orquestra de Jazz de Matosinhos tendo já participado em vários projectos, nomeadamente nas gravações dos CDs:

  • 2022 – After Midnight com Rebecca Martin & Larry Grenadier;
  • 2014 – Jazz Composers Fórum;
  • 2013 – Bela Senão Sem com o Pianista João Paulo Esteves da Silva;
  • 2011 – Amoras e Framboesas com a cantora Maria João;
  • 2010 – Our Secret World com Kurt Rosenwinkel, tendo com este tocado nos conceituados clubs de NY, Blue Note, Birdland e Iridium, e no Berklee BeanTown Jazz Festival em Boston;
  • 2006 – Portology com Lee Konitz e o arranjador Ohad Talmor.

Para além deste, destacam-se outros projectos na área do jazz:

  • Bode Wilson (Trio com Demian Cabaud e Marcos Cavaleiro) que editou o álbum “Aether” (Carimbo Porta-Jazz 2022), “26” (Carimbo Porta-Jazz em 2014) e o álbum “Lascas” (Carimbo Porta-Jazz em 2017);
  • Susana Santos Silva com quem gravou “Ocean Inside a stone” (Carimbo Porta-Jazz 2020) “Impermanence” (Carimbo Porta-Jazz 2015);
  • Demian Cabaud “Otro Cielo” (Carimbo Porta-Jazz 2021);
  • Lucia Martinez Quarteto com quem gravou 2 CDs editados pela editora espanhola Karonte: 2014 – De Viento e de Sal 2010 – Soños e Delírios.

AP Quinteto com quem gravou 6e5 (TOAP 2011).

Co-fundou em 2010, a Associação Porta-Jazz que dirige desde a sua fundação. Esta Associação, tem como objectivo promover o Jazz e os seus músicos na cidade do Porto. Neste contexto, produziu centenas de concertos, as edições do Festival Porta-Jazz, criou o “Carimbo Porta-Jazz” de apoio à edição discográfica independente, entre muitas outras actividades da associação (www.portajazz.com).

É professor no Conservatório de Música do Porto e na Escola de Música Valentim de Carvalho.

Paralelamente à actividade musical estudou Engenharia Química na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto tendo finalizado a licenciatura em 2000.

Discografia

João Pedro Brandão, Trama no navio

João Paulo Esteves da Silva

João Paulo nasceu em Lisboa em 1961, filho de de mãe pianista. Começou muito cedo os estudos musicais, e, em 1984 no Conservatório Nacional, obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima.

Com uma bolsa de estudo da Secretaria de Estado da Cultura, mudou-se para Paris. Aí, durante três anos, aprofundou os seus estudos no Conservatório de Rueil-Malmaison e obteve sucessivamente as mais altas distinções – Médaille d Or, Prix Jacques Dupont, Prix d Excellence e Prix de Perfectionement.

Terminados os estudos, permaneceu em Paris durante mais quatro anos, dando vários recitais em França e Estados Unidos, dos quais se destacam os de Nova Iorque (Carnegie Hall em 1989).

Na área da Música Popular participou em numerosos discos de artistas nacionais. Destaca-se a sua colaboração com Fausto (“”Por este rio acima””), José Mário Branco (“”Ser solidário””) e Sérgio Godinho. Foi com este último que desenvolveu um trabalho mais intenso como músico (“Canto da boca””), arranjador e director musical (“”Coincidências”” e “Tinta Permanente”), tarefa que se estende igualmente aos espectáculos, sendo de destacar a encomenda de Lisboa 94 levada à cena no Coliseu dos Recreios.

Editou discos em Duo com Paula Oliveira, em Trio “As Sete Ilhas de Lisboa, com Paulo Curado e Bruno Pedroso.

Discografia

Serra Sem Fim, com Jorge Reis, Mário Franco e José Salgueiro, 1995
Almas e Danças, 1995
Ao vivo com Daniel Paulo, 1998
O Exilio com Carlos Bica e Peter Epstein, 1998
Almas com Carlos Bica e Peter Epstein, 1998
Homenagem A, 1999
Esqunia com Peter Epstein, 2001
Roda, 2001
As Sete Ilhas de Lisboa com Paulo Curado, Bruno Pedroso, 2003
Memórias de Quem, 2006

João Paulo Esteves da Silva, Orquestra Jazz de Matosinhos

João Mortágua

Saxofonista, compositor e improvisador, natural de Estarreja e residente em Coimbra, João Mortágua (n. 1987-) leciona as disciplinas de Saxofone e Combo no Curso de Jazz do Conservatório de Música da cidade.

Gravou em nome próprio: “Janela” (2014), “Mirrors”, “AXES” (2017), “Dentro da Janela” (2019) e “MAZAM: Land” (2020), todos através do carimbo Porta Jazz.

Toca regularmente com Nuno Ferreira, André Fernandes, Carlos Bica, André Santos, Filipe Teixeira, Hugo Raro, Nelson Cascais, Paulo Santo, Bruno Pernadas, Jeffery Davis, Alexandre Coelho, Miguel Calhaz, Gonçalo Moreira e Bernardo Moreira, entre outros. Co-lidera os duos Kintsugi (com Luís Figueiredo, cujo disco foi recentemente lançado) e STAU (com Diogo Alexandre), o Trio Quang Ny Lys (com Mané Fernandes e Rita Maria), e o Ensemble Mondego (com Ricardo Formoso).

Discografia

Álbuns

Triciclo Vivo Feat. João Mortágua – Live ‎(CD, Álbum) 2014
Janela ‎(CD, Álbum, Ltd, Num) Carimbo Porta-Jazz PJ008 2014
Dentro da Janela ‎(CD, Álbum, Ltd, Num) Carimbo Porta-Jazz PJ048 2019
Luís Figueiredo, João Mortágua – Kintsugi ‎(CD, Álbum) Roda Music RM004 2021

Fonte: Discogs

João Mortágua

João Mortágua, Mirrors

João Lencastre

João Lencastre é um baterista/compositor natural de Lisboa. Começou a tocar bateria com 13 anos e teve o seu primeiro contacto com o Jazz aos 16 quando ingressou na escola do Hot Clube de Portugal onde estudou com Bruno Pedroso.

O seu interesse e paixão por todo o tipo de música levou-o a participar em projectos de diferentes áreas musicais que vão desde o Jazz ao Rock, ao Afro Beat, Reggae, Metal, Punk ou Electrónica.

Ao longo de mais de 20 anos enquanto profissional, tocou nos principais festivais e salas do país, tendo tocado também a nível internacional um pouco por todo o mundo, incluindo EUA, República Checa, Inglaterra, Brasil, Alemanha, Polónia, Espanha, Macau, Rússia, Holanda ou Panamá.

Tocou e gravou com músicos de renome como David Binney, Bill Carrothers, André Fernandes, Mário Franco, Thomas Morgan, Jacob Sacks, Phil Grenadier, André Matos, Leo Genovese, Rodrigo Amado, Eivind Opsvik, Masa Kamaguchi, Drew, Gress, Benny Lackner, João Paulo Esteves da Silva, Nelson Cascais, Vojtech Prochaska, David Doruzka, Noah Preminger, Rodrigo Pinheiro, Sara Serpa, José Lencastre NAU Quartet, Blasted Mechanism, Tiago Bettencourt, entre muitos outros.

João Lencastre tem dez discos editados em seu nome, todos eles muito bem recebidos, não só a nível nacional mas também internacional, destacando-se críticas muito positivas em algumas das mais prestigiadas revistas, jornais e sites da especialidade, incluindo Modern Drummer, Downbeat, Expresso, Jazz Times, Ipslon, Jazz.PT, Jazzwise, All About Jazz, NYC Jazz Record, entre várias outras.

Em 2019 foi eleito “músico de jazz do ano” nas escolhas do crítico António Branco para a revista Jazz.pt.

Em 2022 venceu a categoria de “melhor álbum de jazz” com “Unlimited Dreams”, um prémio atribuído pela Vodafone/Prémios Play, e recebeu o prémio RTP/Festa do Jazz de “músico do ano”.

Discografia

Álbuns

Parallel Realities ‎(CD, Álbum) FMR Records (2) FMRCD535-0519 2019
No Gravity ‎(CD) 2020
Safe In Your Own World ‎(CD, Álbum, Ltd) Phonogram Unit PU11CD 2022
Ernesto Rodrigues, José Lencastre, Miguel Mira, Hernâni Faustino, João Lencastre – Affinity Suite ‎(CD, Álbum, Ltd) Creative Sources CS 742 CD 2022

João Lencastre, Parallel realities

João Hasselberg

João Hasselberg nasceu em 1986. Começou a tocar baixo eléctrico aos 16 anos de idade e estudou na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas do Hot Club de Portugal. Depois de se ter iniciado no estudo de contrabaixo, aos 20 anos de idade, ingressou no Conservatório de Amesterdão, através do qual se licenciou em 2010 (com 9 valores em 10).

Alcançou o 3º lugar no Concurso Internacional de Jazz de Bucareste (2007), as semifinais do concurso Keep an Eye Jazz Award (2009) e o 1º lugar no Prémio Jovens Músicos 2011 na categoria Jazz Combo.

João Hasselberg colabora com diferentes artistas e projectos nacionais e internacionais e é professor de contrabaixo na Escola de Jazz do Hot Club de Portugal.

Em 2013, estreou-se como compositor e líder do seu próprio projecto com o lançamento do disco Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come In The Form You’re Expecting (2013), tendo um ano mais tarde lançado o seu segundo disco com o apoio da Fundação GDA –Truth Has To Be Given In Riddles. Ambos os discos integraram as listas dos melhores de cada ano. Com o seu projecto, Hasselberg tem actuado em salas de espectáculo e festivais de referência nacionais.

João Hasselberg, contrabaixista

João Hasselberg, contrabaixista

Discografia

Spyros Manesis, João Hasselberg, Kaspars Kurdeko – Undelivered ‎(CD, Álbum) JACC Records 010 2011
Whatever It Is You’re Seeking Won’t Come In The Form You’re Expecting ‎(CDr, Álbum, Promo) Sintoma Records STM 014 2013
Truth Has To Be Given In Riddles ‎(CD, Álbum) Sintoma Records # 2014
João Hasselberg & Pedro Branco – Dancing Our Way To Death ‎(CD, Álbum) 2016
João Hasselberg & Pedro Branco – From Order To Chaos ‎(CD, Álbum) Clean Feed CF419CD 2017

João Hasselberg, Truth

Joana Machado

Joana Machado nasceu no Funchal em 1978. Aos 6 anos iniciou a aprendizagem musical no Conservatório. Com 17 mudou-se para Lisboa onde frequentou durante um ano o curso de canto da Academia de Amadores de Música e, em 1998, integrou a escola de Jazz do Hot Clube de Portugal.

Um ano foi referida como a “Nova voz revelação” no evento Novíssimos do jazz durante o Festival de Jazz de Coimbra. Paralelamente, formou-se em Design Industrial na Universidade Lusíada.

Em 2001 candidatou-se ao programa de Jazz e Música Contemporânea da New School University em Nova Iorque e foi admitida com uma Bolsa de Estudos.

Durante a frequência do curso representou inúmeras vezes a escola, inclusive num evento de “student showcasing” no famoso clube BIRDLAND, onde foi a única vocalista, cantando ao lado de artistas de renome como Joe Lovano, Jesse Davis e Jane Ira Bloom.

A revista DOWNBEAT de Março de 2003 mencionou-a como “uma vocalista talentosa”.

Na sua estadia em Nova Iorque estudou com Buster Williams, Doug Weiss, Joanne Brackeen, Jeannie Lovetri, Luciana Souza, Reggie Workman, Sheila Jordan, Vic Juris, entre muitos outros.

Em 2002 representou Portugal no encontro anual da IASJ (International Association of Schools of Jazz – cujo mentor é David Liebman), desta vez em Helsínquia.

Tem assumido os papeis de líder e de “sideperson ” com frequência, em projectos de naturezas diversas – do jazz tradicional à World Music – dos quais destaca “Experimentália” (2001/2002) com Afonso Pais e “Idiossincrasias” (2004/2005).

Colaborou igualmente com Jazz Orchestras das quais destaca performances com a Lehigh Valley Jazz Repertory Orchestra, dirigida por Bill Warfield; a New School University’s Jazz Orchestra, dirigida por Charles Tolliver; e mais recentemente a European Jazz Youth Orchestra com a qual foi em digressão internacional no Verão de 2004, desta vez dirigida por Pedro Moreira.

Entre as suas actuações incluem-se tributos a Sarah Vaughan, Hermeto Pascoal, António Carlos Jobim, e Wayne Shorter.

Em Nova Iorque cantou com Gary Bartz, Jamey Haddad, Jane Ira Bloom e Reggie Workman. Em Portugal trabalha frequentemente com alguns dos melhores músicos, como Afonso Pais, André Sousa Machado, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Bruno Pedroso, Jorge Reis, Jesse Chandler, Marco Franco, Nelson Cascais e Nuno Ferreira.

Foi convidada pelo pianista/compositor Bernardo Sassetti para uma apresentação ao vivo da sua banda sonora original para o filme “Maria do Mar” de Leitão de Barros. Esta apresentação teve lugar na última edição do Festival de Música de Leiria.

Em 2005 gravou o seu primeiro registo discográfico para a editora Tone of a Pitch. Mário Barreiros foi o engenheiro da gravação. “CRUde” foi lançado a 26 de Janeiro de 2006 e tem tido grande sucesso junto do público e da crítica:

“Admirável revelação”; “Instrumento de corpo inteiro”; “Um nome que urge inscrever no mais valioso património do jazz nacional”; “Joana quer ser um instrumento. E quer que na sua música soe um quarteto de instrumentos.” (João Pedro Oliveira in ” Diário de Notícias”, 10 de Fevereiro de 2006).

Joana Machado, Lifestories