André Sousa Machado

André Sousa Machado nasceu no Porto a 11 de dezembro de 1963. Iniciou os estudos de Bateria em 1980 na Escola de jazz do Hot Clube de Portugal. Em 1985 frequentou a Academia dos Amadores de Música onde concluiu o 5º ano de Formação Musical.

Frequentou e participou em diversos workshops dirigidos e leccionados por músicos de renome internacional sendo de salientar os dos bateristas Kenny Washington e Alan Dawson (Projazz New York Jazz All Stars de 1991 e 1993, respectivamente); Paul Motian; Dom Famularo; Carl Palmer; do guitarrista John Abercrombie; e do saxofonista David Liebman.

Ao longo da carreira acompanhou diversos músicos conhecidos do panorama jazzístico internacional, como Tete Montoliú, Steve Slagle, Phil Markowitz, Conrad Herwig, Andy Shepard, Karl Berger, Benny Golson, Akiko Pavolka, Matt Pavolka, mas também nacionais como António Pinho Vargas, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Carlos Barreto, Bernardo Moreira, Paula Oliveira, Marta Hugon, Pedro Moreira, André Fernandes, Jorge Reis.

Sendo um músico versátil, acompanhou diferentes artistas da música portuguesa. Entre 1984 e 1992 integrou a banda do cantor/compositor Fausto, com quem trabalhou regularmente. Entre 2000 e 2003, fez parte da banda da cantora/compositora Mafalda Veiga. Actuou e acompanhou também artistas com Vitorino, Sérgio Godinho, e Brigada Vítor Jara.

Integra a banda da cantora Marta Hugon, do Septeto do Hot Clube de Portugal e da Orquestra do Hot Clube de Portugal.

A sua actividade tem-se dividido também como professor de bateria, tendo leccionado em diversas escolas de música. Lecciona, desde 2008, na Escola Superior de Música de Lisboa.

André Sousa Machado, baterista

André Sousa Machado, baterista

Discografia

Matt Renzi, Jacob Sacks, Bernardo Moreira, André Sousa Machado – Guimarães Jazz / TOAP Colectivo Vol.2 ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch TOAP025 2008

Gualdino Barros

Gualdino Barros é uma personagem fundamental na história do jazz português.

Produção da Blablabla Media para a RTP, o filme de Filipe Araújo A Sétima Vida de Gualdino acompanha o quotidiano do carismático baterista autodidata Gualdino Barros, tem banda sonora original do guitarrista André Fernandes e animações de André Carrilho. A sinopse apresenta-o assim:

“No culminar de uma vida rocambolesca preenchida de aventuras, desventuras e proezas surreais, um baterista autodidata elevado a “lenda do jazz” por ter lançado nos palcos dezenas de jovens inexperientes como Jorge Palma, Bernardo Sassetti ou Dany Silva, sofre um acidente vascular cerebral. Fica inicialmente paralisado de metade do corpo, mas nem por isso a sua teimosia se deixa de impor. A missão é ambiciosa: recuperar os movimentos, reaprender a tocar bateria, lançar uma última cantora e regressar a Paris, onde tocou com Nina Simone e chegou a viver debaixo da ponte.”

Texto: Cinemateca Portuguesa

Gualdino Barros

Gualdino Barros, baterista

Rodrigo Gonçalves

Rodrigo Gonçalves é um pianista jazz português nascido em 1972 em Lisboa, Portugal.

Editado em 2004, “Tribology” (vol.1) foi um dos discos de estreia a ter maior impacto no meio do jazz nacional. Gravado com a participação dos saxofonistas Mark Turner e Perico Sanbeat e consagrado como um dos melhores lançamentos do ano, representou na altura a consistência e a qualidade que começavam a ser alcançadas por alguns dos mais jovens músicos do nosso país.

Após esse poderoso arranque, Gonçalves optou, no entanto, por se dedicar a projectos de outros músicos, como é o caso da Song Band de Laurent Filipe, ou a projectos colectivos como o Septeto do Hot Clube de Portugal.

Em 2009, cinco anos após a sua estreia discográfica, o pianista regressou com uma reformulação do mesmo projecto, liderando uma banda que integrava o saxofonista espanhol Jesús Santandreu, o guitarrista Mário Delgado, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Carlos Miguel.

Rodrigo Gonçalves, pianista jazz

Rodrigo Gonçalves, pianista jazz

Sérgio Pelágio

Sérgio Pelágio nasceu em Lisboa e iniciou os estudos musicais em guitarra clássica com 12 anos. Mais tarde, descobriu o Jazz e a música improvisada e tocou, entre outros, com David Liebman, Andy Sheppard, Graham Haynes, Frank Lacy, Norma Winston, John Abercrombie, Sylvia Cuenca, Mário Franco, Bernardo Sassetti e Mário Laginha, com quem gravou o CD Hoje (1994, Farol Música Lda).

Em 1992, criou o grupo Idefix e editou o CD Idefix live (1992, Miso Records).

Trabalhou como compositor para os coreógrafos Paulo Ribeiro, Paula Massano, João Galante, Teresa Prima, Vera Mantero, Francisco Camacho e Sílvia Real.

Em 1998, fundou com Sílvia Real as Produções Real Pelágio, dupla responsável pela criação da trilogia Casio Tone, Subtone e Tritone. O seu trabalho foi apresentado em Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda, Eslovénia, Reino Unido, Irlanda, Hungria, Brasil e EUA.

Em 2002 editou Bandas Sonoras para peças de Francisco Camacho e Vera Mantero 1993-97 (2002, Miso Records).

Toca regularmente com o contrabaixista Mário Franco, com quem gravou o CD Our Door, Mário Franco Trio (2014, TOAP/OJM) e Rush, Mário Franco Quinteto (Nischo Records 2017).

Criou em 2009 o projeto para a infância Histórias Magnéticas (apresentações em Portugal, Macau, Timor, Espanha e Cabo Verde) com o qual editou o CD “Histórias Magnéticas” (Editora Boca 2018).

Editou em 2022 pela Real Pelágio o CD RIFF OUT.

Sérgio Pelágio, guitarrista e compositor

Sérgio Pelágio, guitarrista e compositor

Bruno Pedroso

Bruno Pedroso é um baterista português. Nascido em 1969, iniciou o estudo de música em 1987, primeiro a titulo particular com músicos estabelecidos no panorama nacional (José Salgueiro, Henry de Sousa, Manuel Costa Reis) e depois frequentando a Academia dos Amadores de Música e a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal.

Iniciou-se profissionalmente como freelancer na música dita ligeira, no final da década de 90, primeiro com a banda pop Heróis do Mar, e posteriormente com os Mler if Dada, onde permaneceu dois anos, gravando o segundo disco da banda.

Começou a década de 90 cumprindo o serviço militar obrigatório na Orquestra Ligeira do Exército. Por esta altura, estuda com o baterista de Jazz Allan Dawson, reconhecido pedagogo, professor durante 18 anos na Berklee College of Music, em Boston, E.U.A. Estuda também com lendas vivas do Jazz, como Clark Terry, Sir Roland Hanna, Rufus Reid, Bill Pierce.

Integrou a banda de Dulce Pontes, gravando os CDs “Lusitana” e “Ao vivo no Coliseu do Porto”. Faz ainda parte dos grupos Plopoplot Pot (liderado pelo músico e compositor Nuno Rebelo) e Idéfix (de Sérgio Pelágio), gravando discos com ambos.

Até ao final da primeira metade da década, integrou a orquestra “Som do Mundo” de Laurent Filipe, com a qual gravou um CD, tocou com Carlos Martins em concertos dentro e fora do território nacional. Gravou com cantoras tão díspares como Maria João, Isabel Campelo e Anabela, gavando ainda um CD com a banda Ritual Tejo. No contexto jazzístico, tocou e gravou um CD com o Trio “Lugar da desordem” do saxofonista Paulo Curado, e visita África para aí tocar em festivais com o contrabaixista Carlos Barretto.

No final da década, sentindo necessidade de uma reciclagem musical, permaneceu meio ano em Nova Iorque, estudando na escola “Drummers Collective”, e a título particular com alguns dos mais importantes bateristas da cena jazzística mundial, sediados em Nova Iorque, como Jordi Rossi, Jim Chapin, Carl Allen, Leon Parker, Ralph Peterson Jr., Adam Nussbaum, Steve Berrios, Kim Plainfield, Bobby Sanabria.

Nos últimos anos, para além de continuar a carreira docente na Escola de Jazz Luis Villas-Boas e também na escola J. B. Jazz, continua como freelancer a tocar com os mais variados nomes do Jazz (e não só, como é o caso de Paulo de Carvalho ou Joel Xavier) português, como por exemplo André Fernandes, Pedro Moreira, Nélson Cascais, Nuno Ferreira, Bernardo Moreira, Afonso Pais, Bernardo Sasseti, João Paulo Esteves da Silva, Filipe Melo, Marta Hugon, Zé Eduardo, Jacinta. É também convidado a integrar grupos com importantes nomes estrangeiros, como são os casos de Julian Arguelles, Chris Cheek, Ken Filiano, Abe Rabade, Chris Higgins, Nicholas Payton, Reginald Veal, Aaron Goldberg, Phil Markowitz, Chris Kase, Avishai Cohen, Antonio Farao, Peter Epstein, Bob Sands, François Theberge, Rick Margitza, John Ellis, Dave O´Higgins, Richard Galliano, Gregory Tardy, Perico Sanbeat, Jesus Santandreu, Ivan Paduart, Herb Geller, Sheila Jordan, Jesse Davis, Donald Harrison, Ben Monder, entre muitos outros.

Discografia selecionada

Nélson Cascais: “Ciclope”, “Nine Stories”

Nuno Ferreira e Companhia dos Sons: “Spin”

Kiko: “Raw”

João Paulo Esteves da Silva, Paulo Curado e Bruno Pedroso: “As sete ilhas de Lisboa”

Bruno Santos: “Wrong Way”, “Trioangular”

Sara Serpa Quintet: “Sara Serpa”

Joana Machado: “Crude”, “A casa do Óscar”

Zé Eduardo: “A jazzar no cinema português”, “A jazzar no Zeca”

Vasco Agostinho: “Fresco”

André Fernandes: “Timbuktu”

T.O.A.P. COLECTIVO: “Volume 1”

Lisbon Improvisation Players: “Spiritualized”

Abe Rábade: “Playing on light”, “Open doors”, “Rosalia 21” , “Aloumiños de seda”

Paula Oliveira: “Lisboa que adormece”, “Fado roubado”

Paulo Curado e o Lugar da Desordem: “The bird, the breeze, and Mr. Filiano”

Jacinta: “Convexo”

Nelson Cascais

O contrabaixista Nelson Cascais nasceu em Lisboa em 1973. Ao longo dos vinte anos de actividade profissional, Nelson Cascais firmou-se como um dos mais seguros músicos de Jazz portugueses, um contrabaixista impoluto, também um compositor muito interessante e um líder por direito próprio.

Nelson Cascais pertence à primeira geração de músicos formados no Hot Club e ele é hoje também professor. Enquanto instrumentista, é reconhecido como um ouvido atento, o que faz dele um dos mais requisitados contrabaixistas nacionais.

Desde 1999 que ele é também o líder dos seus combos, para quem compôs e com quem gravou. O seu quinteto original não se tem mantido estável, mas Nelson Cascais parece ter uma clara predilecção por este formato.

Entre os músicos com quem tem tocado – e com quem comunga de um mesmo conceito estético jazzístico, que não questiona – estão Bruno Pedroso, André Fernandes, Carlos Martins, Jorge Reis, Pedro Moreira, João Paulo, João Lencastre, Mário Laginha, Nuno Ferreira, também Avishai Cohen, Jesus Santandreu, Matt Renzi, Abe Rabade e Jesse Chandler, e outros.

Discografia

Álbuns

Nine Stories ‎(CD, Álbum, Dig) Tone Of A Pitch TOAP008 2005
Pedro Moreira, Jorge Reis, André Fernandes, Nelson Cascais, Bruno Fernandes – T.O.A.P. Colectivo (Volume I) ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch TOAP016 2006
Guruka ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch, Orquestra Jazz Matosinhos TOAP/OJM 028 2009
The Golden Fish ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch TOAP/OJM 041 2011
Julian Argüelles, André Fernandes, Mário Laginha, Nelson Cascais, Marcos Cavaleiro – Guimarães Jazz / TOAP Colectivo Vol. V ‎(CD, Álbum, Car) Tone Of a Pitch TOAP/OJM046 2011
Remembrance: The Poetry Of Emily Brontë ‎(CD) Robalo 019 2021

Fonte: Discogs

Nelson Cascais, contrabaixista português

Nelson Cascais, contrabaixista português

Club Makumba

Club Makumba nasce da união entre Tó Trips (guitarra), João Doce (bateria), Gonçalo Prazeres (saxofone) e Gonçalo Leonardo (baixo e contrabaixo), para um exercício musical livre, espontâneo, experimental e tribalista. Abrindo a janela para uma viagem pelas sonoridades do Mediterrâneo e pela África imaginada, a música dos Club Makumba é uma bandeira de resistência hasteada em costas mediterrânicas, livre de qualquer preconceito ou fronteira geográfica ou estilística.

Um estreito de influências numa fusão de cartografias rock, guitarras das costas do sul, ritmos quentes do norte de África, varridos por espíritos que vagueiam no ar e nas dunas do jazz, melodias e afinações antigas, que chegam até nós em tempestades de poeira eléctrica.

Álbuns

Club Makumba 2 versões Sony Music 2022

Fonte: Discogs

Club Makumba

Club Makumba

Pedro Madaleno

Pedro Madaleno é um guitarrista, compositor e professor português e um dos músicos de Jazz mais activos em Portugal. Estudou vários anos nos EUA com algumas das lendas do jazz, e trouxe conhecimentos para Portugal, que partilhou com muitos músicos e estudantes de música. Para além de bom instrumentista e compositor de jazz, compõe também musica para documentários e Música Alternativa, de vários estilos.

Discografia

Álbuns

The Sound Of Places ‎(CD, Álbum) Clean Feed CF031CD 2004
Under Pressure ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch Toap002A 2005
That Smile On Your Face ‎(CD, Álbum) 2015

Fonte: Discogs

Pedro Madaleno, guitarrista jazz, 2022

Pedro Madaleno, guitarrista jazz, 2022

Samuel Dias

Nascido em 1997, Samuel Dias frequentou o curso completo de Jazz da Escola de Jazz Luís Villas Boas, que concluiu em 2016. Durante esse período, estudou com Luís Candeias e Joel Silva, tocou com o saxofonista Andy Sheppard e representou o Hot na festa do Jazz e no encontro anual da IASJ.

Em 2017 ingressou na Licenciatura em Bateria Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Bruno Pedroso, André Sousa Machado, Nélson Cascais, Pedro Moreira, Afonso Pais, André Fernandes e Filipe Melo. Concluiu a licenciatura em 2021.

Integra o quinteto de Nazaré da Silva (Vencedora do prémio Artista Revelação Festa do Jazz/Sons da Lusofonia 2021), Apophenia, Mancha (Trio com Tom Maciel e Zé Almeida), Crime (com Nazaré da Silva e João Paulo Esteves da Silva), Chica, o projeto da cantautora Alice Ruiz, o projeto de Sebastião Burnay (com o disco Pátio do Pimenta, com produção de Ramon Galarza), entre outros.

Samuel Dias

Samuel Dias, bateria

Zé Almeida

Nascido em 1999, Zé Almeida frequentou o curso completo de Jazz da Escola de Jazz Luís Villas Boas, onde estudou com o contrabaixista Francisco Brito e o trompetista Luís Cunha.

Em 2017 ingressou na Licenciatura em Contrabaixo Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Nélson Cascais, Bernardo Moreira, Pedro Moreira, Afonso Pais, André Fernandes e Gonçalo Marques. Concluiu a licenciatura em 2021.

Integra o quinteto de Nazaré da Silva, VALE, Apophenia (grupo com o qual gravou o álbum de estreia), Magma, o projeto John Eltons (com Óscar Graça e André Silva), Maria Solita (de Maria Villanueva), entre outros.

Colabora frequentemente com o grupo Kumpanhia Algazarra.

Já tocou com músicos como André Fernandes, Diogo Alexandre, João Mortágua, Óscar Graça, John O’ Gallagher, Xan Campos, Peter Evans, Gonçalo Marques, entre outros.

Prepara a gravação do seu primeiro disco em nome próprio.

Estudou esporadicamente com Petter Eldh e Demian Cabaud e integrou a edição de 2020 do projeto de intercâmbio musical MEDINEA, orientado pelo saxofonista Fabrizio Cassol.

Zé Almeida, contrabaixista jazz

Zé Almeida, contrabaixista jazz