Flauta transversal

Marina Camponês e Diana Botelho Vieira apresentaram o disco “Histórias para uma Flauta” com um concerto de lançamento a 6 de novembro, no Auditório Adelina Caravana, Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga.

No disco “Histórias para uma Flauta” (Artway Editions) a flauta transversal e a nova música portuguesa estão no centro das atenções. A flautista Marina Camponês e a pianista Diana Botelho Vieira juntaram-se para preencherem um vazio na pedagogia do instrumento, onde rareiam as obras contemporâneas de autores portugueses, para os diversos níveis de ensino. Assim nasceram as Histórias para uma Flauta, projecto que passou por encomendar novas composições, gravá-las e disponibilizar um disco duplo e as partituras a todos os estudantes e professores de flauta.

A enorme diversidade estilística da música portuguesa actual fica em evidência nesta edição que reúne sete criadores: desde uma jovem estudante de composição, Inês Pinto, até aos veteranos Sérgio Azevedo, Eurico Carrapatoso e Eduardo Patriarca, passando por nomes seguros da nova música como Anne Victorino d’Almeida, Paulo Bastos e Daniel Bernardes. Entre ambientes sugestivos, uns mais populares, outros experimentais ou minimalistas, encontra-se sempre o apelo aos mundos de fantasia e imaginação das crianças.

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Biografias

Marina Camponês

Marina Camponês iniciou a sua formação musical no Orfeão de Leiria, prosseguindo os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa, na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Escola Superior de Música da Catalunha. Ao longo da sua carreira, tem colaborado com diversas orquestras e agrupamentos de referência, como a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Ensemble Darcos, a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras.

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Com um percurso marcado pela versatilidade, dedica-se ativamente à música de câmara, apresentando-se regularmente em diferentes formações. É membro dos ensembles de música contemporânea Lisbon Ensemble XX.XXI e Ensemble DME, e fundadora de vários projetos, incluindo o Ipsis Duo, o quinteto de sopros Humorictus Ensemble e o Duo Senza Misura (flauta e harpa).

Foi distinguida com o terceiro prémio no 18.º Concurso de Interpretação do Estoril e com o primeiro prémio no Prémio Jovens Músicos 2010, na categoria de flauta transversal (nível superior). Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Ensemble Darcos, a Orquestra Sem Fronteiras, a Orquestra do Algarve e a Orquestra Clássica do Centro.

Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve uma intensa atividade pedagógica. É professora na Escola Profissional da Metropolitana, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo e na Academia de Música de Lisboa, sendo regularmente convidada para orientar classes de aperfeiçoamento em várias instituições a nível nacional.

Diana Botelho

Diana Botelho Vieira nasceu na ilha de São Miguel, Açores, em 1984. Apresentou-se em recitais de piano, de música de câmara e a solo com orquestra em Portugal, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos da América e América do Sul. Foi laureada no Prémio Jovens Músicos – RDP Antena 2 na categoria Piano, sendo também detentora do Búzio Revelação (Expresso das 9) e Prémio Cultura (Correio dos Açores).

Histórias de uma flauta, por Marina Camponês e Diana Botelho Vieira

Diana Botelho Vieira, piano, créditos Acácio Mateus

Apresentou-se como solista com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Clássica do Centro, Sinfonietta de Ponta Delgada, Orquestra da Universidade Politécnica da Catalunha, Mission Chamber Orchestra, Ensemble de Sopros de Leiria, e Sinfonietta de Castelo Branco, sob a direcção dos maestros Yuri Pankiv, Jean-Marc Burfin, Nikolay Lalov, José Eduardo Gomes, Amâncio Cabral, Mario Brandl García, Emily Ray, Alberto Roque, e Bruno Cândido.

Participou em festivais como o Summer Institute for Contemporary Performance Practice (Boston), PianoFest (Chicago), Embassy Series – Uniting People Through Musical Diplomacy (Washington/DC), Meadowmount School of Music (Nova Iorque), Festival Ibérico de Badajoz, Dias da Música no CCB, Temporada Artística dos Açores, Porto PianoFest (edição online), Festival Internacional de Música da Primavera em Viseu, Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Música em Si Menor, Festival de Piano Cidade de Lagoa/Algarve, Semana de Piano de Santarém, Q.Art Festival, Festival Prolífica, Ciclo de Piano de Matosinhos.
Ao longo de cada temporada, Diana inclui nos seus recitais música de compositores portugueses, tendo feito várias estreias e gravado vários CDs com música portuguesa.

Discografia de José Valente

Em 2019, José Valente gravou o seu primeiro álbum, Modern Music Spectrum, foi publicado na etiqueta Aulicus Classics. O álbum contém algumas das obras mais reconhecidas na literatura musical contemporânea para acordeão. A última obra do CD, Plus I (para acordeão e clarinete), foi gravada conjuntamente com o prestigiado clarinetista italiano Giovanni Punzi.

O álbum de estreia do quinteto Pantaleón Quintet, um dos grupos de música de câmara de José Valente, “Hommage à Piazzolla”, está disponível em todas as principais plataformas digitais.

Pantaleón Quintet é um ensemble de músicos que se uniu por uma paixão comum: revitalizar a linguagem musical revolucionária de Astor Pantaleón Piazzolla. Constituído por José Valente (acordeão), Filip Štrauch (piano), Adrian Dima (violino), Astor Cortabarria (contrabaixo) e Jacob Artved (guitarra elétrica), esta formação resulta da confluência de percursos musicais distintos, entrelaçando a linguagem da Música Erudita com o espírito exploratório do jazz, incorporando, assim, a essência do Nuevo Tango – um género que se equilibra entre o rigor técnico e a improvisação expressiva. Esta fusão de universos musicais constitui o alicerce do projeto.

A estreia do quinteto teve lugar em 2021, no âmbito do VJ Classic Festival, em Copenhaga, com um concerto inteiramente dedicado à obra de Piazzolla. Esta atuação representou, não apenas uma homenagem ao compositor argentino, mas também a afirmação de uma identidade artística própria – o início de um percurso que procura reinterpretar este repertório com autenticidade e inovação.

Neste contexto, o quinteto assume como missão honrar a visão arrojada de Piazzolla, ao mesmo tempo que procura construir uma identidade própria no universo do Nuevo Tango.

Pantaleón Quintet, Hommage à Piazzola

Pantaleón Quintet, Hommage à Piazzola

João Camacho

Nascido em Angola (Luanda) a 11 de Janeiro de 1972, João Camacho iniciou os estudos musicais na Academia de Amadores de Música de Lisboa.

Completou o curso complementar de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de José Bon de Sousa.

É Bacharel do curso de Composição da ESML onde trabalhou com professores como Cristopher Bochmman, António Pinho Vargas ou Sérgio Azevedo e é licenciado em direcção de Orquestra pela ANSO onde trabalhou com o maestro Jean-Marc Burfin.

Ganhou vários prémios de composição, incluindo o “Pixel Boy Award” (2006), a 2ª edição do concurso “Lopes-Graça, Cidade de Tomar” (2007), e o concurso “D. Dinis” (2011).

Foi membro do Coro de Câmara de Lisboa, dirigido pela sua Professora e amiga Teresita Marques entre 1992 e 2000.

O seu 1º CD monográfico, João Camacho – Canções Vol. 1 (CD encontra-se disponível nas plataformas digitais). Celebrou um contrato com a AVA Edições para a edição das suas partituras.

É professor de ATC (Análise e Técnicas de Composição) e Coro/música de Câmara no Conservatório Regional de Palmela.

Apresenta de forma regular as suas partituras e actividades musicais no sítio www.joaocamacho.net

Discografia

A ideia de um disco com as suas canções surgiu em 2018. Nessa altura João Camacho dava aulas na Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa, e durante a semana aberta da escola, uma semana de concertos dados pelos professores e alunos da instituição e abertos à comunidade, surgiu a ideia de dar um concerto com as suas canções, as que estavam escritas na altura. Cantaram nesse dia Armando Possante e Elsa Cortez, e tocaram quase todos os professores de piano da escola. O concerto foi um sucesso e a vontade de passar a música para CD ficou, mas nunca se concretizou.

Em 2023 João Camacho tomou conhecimento do apoio que a Sociedade Portuguesa de Autores estava a conceder aos seus associados, através do seu Fundo Cultural. Preparou uma candidatura e o apoio foi concedido. A partir daí, a azáfama foi grande: contactar os músicos que escolheu, contactar entidades para apoio à logística (local de gravação, concerto de lançamento), escrever as músicas que faltavam, realizar as gravações, tratar do lançamento nas plataformas de streaming, tratar dos direitos de autor de todos os poemas, escolher a empresa para a produção física do CD. Surgiram vinte e três canções com textos de poetas maravilhosos (na sua grande maioria portugueses), compostas ao longo de trinta e cinco anos de carreira, e o primeiro disco monográfico de João Camacho.

João Carlos Camacho, Canções Vol.1

João Carlos Camacho, Canções Vol.1

João Camacho: Canções (vol. 1)

Três Canções para Piano e Voz Grave (1994)

1. A Rosa
2. Paira à Tona de Água
3. Quando Ela Passa

Duas Canções de Eugénio de Andrade (1998)

4. Canção escrita nas areias de Laga
5. Lisboa

Seis Canções Populares Portuguesas (1999)

6. Lira
7. Tintim
8. Moleirinha
9. Foi na Loja do Mestre André
10. A Palavra Saudade
11. Canção da Vindima

De Eugénio de Andrade (2006)

12. Espera

Two poems of Percy Shelley (2023)

13. A Widow Bird
14. A Lament

Canções do Douro (2013)

15, Douro
16. S. Leonardo de Galafura

Três Canções em Tons de Azul (2023)

17. Canção
18. Horas Rubras
19. De Longe Te Hei-de Amar

Três Poemas de David Mourão Ferreira (2024)

20. Nocturno
21. Tocata e Fuga
22. Praia do Paraíso

De Afonso Lopes Vieira (2024)

23. Cantiga das Flores do Monte

Eliseu Silva

Natural do Porto, Eliseu Antunes Pereira Gomes da Silva é Doutorado com distinção e Especialista em Música. É maestro e violinista de carreira internacional, pedagogo e diretor artístico de festivais.

Eliseu Silva fez várias gravações para a Rádio Portuguesa Antena 2, gravou para a Deutsch Gramophone, Munich Re Group e Preisler Records com o maestro Pierre Boulez Christopher Mueller e a Gustav Mahler Jungendorchestre. Gravou com o Lusitanae Ensemble, do qual foi fundador, três álbuns: em 2013 um CD apoiado pela Mota Engil, um trabalho pioneiro na música portuguesa com o nome Fado Revisitado.

Eliseu Silva

Eliseu Silva

Foi apresentado o álbum em formato de quarteto em 2022, com compositores portuenses, Rui Soares da Costa e Luiz Costa. Foi apresentado outro álbum com obras do compositor português Vítor Dias com o patrocínio da Fundação Gramaxo em 2023.

Com o pianista Marian Pivka, lançou um CD de obras virtuosas, em Hong Kong e em 2016 um outro em Viena em 2019 com sonatas de Beethoven. Lançou em 2020 um CD como maestro da Orquestra Juvenil da Bonjóia, e com a colaboração de vários compositores e solistas do Norte do país, financiado pela Câmara Municipal do Porto.

Em 2022 lançou o álbum da Orquestra António Fragoso, com estreia de várias obras de compositores portugueses, atuando como maestro e solista.

Em 2023 lançou em Los Angeles o seu CD para violino solo, “Lacrimosa” com obras virtuosísticas de compositores de renome e obras suas baseadas no Fado português, com grande sucesso na crítica internacional.

Em 2024 lançou com a pianista Olga Amaro o CD “A Redescoberta Nicolau Medina Ribas (1832-1900).

Eliseu Silva, Olga Amaro, A Redescoberta

Eliseu Silva, Olga Amaro, A Redescoberta

Artur Pinho Maria

Artur Pinho Maria foi diretor artístico e maestro titular da Orquestra Clássica do Centro, tendo ainda dirigido, como maestro convidado, a Orquestra Filarmonia das BeirasOrquestra do Norte, Orquestra op. 21, Orquestra ESPROARTEOrquestra Clássica do CentroOrquestra Filarmonia de Gaia, Orquestra da Fundação Conservatório Regional de GaiaOrquestra Clássica da Madeira, Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade e Orquestra do Atlântico.

É maestro titular e diretor artístico da Orquestra Inês de Castro e administrador do Movimento Musical Cooperativo.

Durante toda a sua carreira profissional foi maestro de diversos coros académicos e de coros regionais.

É maestro titular e diretor artístico do Coro Sinfónico Inês de Castro, do Orfeão de Vale de Cambra e do Orfeon Académico de Coimbra.

Leia AQUI a bio completa.

Discografia

Requiem de Mozart
Coro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra Inês de Castro
Direção: Artur Pinho Maria | CD 2021
Disponível AQUI.

Requiem de Mozart,Coro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra Inês de Castro

Requiem de Mozart,
Coro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra Inês de Castro

Requiem Inês de Castro, de Pedro Macedo Camacho
Coro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra do Norte
Estreia Mundial
Direção: Artur Pinho Maria | CD 2016
Disponível por encomenda ou em CoWork – Rua da Casa Branca, Oficina de Saberes – Celas ou contacto corosinfonicoinesdecastro@gmail.com

Requiem Inês de Castro, de Pedro Macedo CamachoCoro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra do Norte

Requiem Inês de Castro, de Pedro Macedo Camacho
Coro Sinfónico Inês de Castro | Orquestra do Norte

Orquestra Opus 21
Concerto ao vivo gravado no Teatro Académico Gil Vicente
Pianista: José Maria Duque
Direção: Artur Pinho Maria
CD 2014

Mar da Alma
Mar da Alma Pistis Sophia, Rui Paulo Teixeira (estreia mundial)
Aver-a-Ria, Eurico Carrapatoso
Eine Keine Nachtmusik, Mozart
Coral do Porto de Aveiro, Coral de Salreu, Coro de Santa Joana, Coros Infantil e Juvenil de Santa Joana | Orquestra Filarmonia das Beiras
Direção Artur Pinho Maria
CD 2008

Canções regionais portuguesas. Integral I e II cadernos Fernando Lopes Graça
Orfeão de Vale de Cambra
Direção Artur Pinho Maria
CD 2006, Gravação Antena 2

Paraíso Social de Aguada de Baixo
Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo
Direção Artur Pinho Maria
CD 2006

Magnificat, Vivaldi
Associação Académica da Universidade de Aveiro
Orfeão Universitário de Aveiro, Coro Misto da UTAD
Orquestra Experimentia
Direção: Artur Pinho Maria
CD 1998

Para adquirir:

Quaisquer pedidos de CDs podem ser enviados para o email arturpinhomaria@gmail.com.

Artur Pinho Maria, maestro

Artur Pinho Maria, maestro

beOMNI Expression

Discografia

“Oração à Luz” é o primeiro trabalho discográfico da plataforma beOMNI Expression.

A partir do poema-livro homónimo de Guerra Junqueiro, o compositor Alfredo Teixeira compôs um Ciclo de 10 Canções para Voz e Piano.

A interpretação, captação, edição, masterização e design gráfico têm a marca beOMNI Expression (Joana Moreira e Miguel Maduro-Dias).

beOMNI Expression, Oração à Luz

beOMNI Expression, Oração à Luz

O Prefácio é de Henrique Manuel Pereira, Doutor em Cultura, argumentista, produtor, realizador, coordenador do mestrado em Gestão de Indústrias Criativas, professor da Escola das Artes Católica Porto e especialista em Guerra Junqueiro com tese de doutoramento, artigos, exposições, conferências e mais de 20 livros sobre o poeta de “Os Simples”.

Miguel Maduro-Dias

Através da plataforma beOMNI, Miguel Maduro-Dias já criou e apresentou múltiplos projectos, num “diálogo que cruze várias formas de expressão, para levar ao público visões renovadas de obras já criadas e obras que estejam para nascer”. Todo o processo é de co-criação, desde a concepção até à performance. Foi seleccionado para apresentar o seu projecto-criação A água que temos e a água que nos falta (Graciosa), pela candidatura de Ponta Delgada a Capital Europeia da Cultura (Azores 2027). O projecto multidisciplinar envolveu coros, grupos folclóricos, escolas, grupos de teatro, e vários outros artistas amadores e profissionais, realizando uma tertúlia, um workshop de Acústica e um espectáculo.

Joana Moreira

Joana Moreira colaborou em “A Música de Junqueiro” (livro e CD duplo), sob a coordenação e direção científica de Henrique Manuel Pereira, com direção artística de António Salgado.

Tem nas suas mãos o trabalho de trazer à luz do dia a Vida e Obra do compositor e pianista Gabriel Morais de Sousa.

Estreou a obra “2 Canções de André Heller” de António Victorino d’Almeida, as 3 primeiras canções do ciclo “Oração à Luz” de Alfredo Teixeira, e “aMoria” de Carlos Brito Dias.

Alfredo Teixeira

Alfredo Teixeira desenvolve uma atividade continuada de composição e direção coral, articulada com diversos projetos de programação musical. A sua música é marcada por um impulso eclético – uma poética musical desenhada entre mundos. Esses mundos podem ser microclimas diversos que habitam um mesmo espaço: idiomas pré-tonais, apontamentos atonais, estruturas modais, diálogos inesperados entre a música de tradição oral e o arquivo da música escrita, etc. O seu catálogo é, de alguma forma, um itinerário pessoal pela poesia portuguesa.

A sua proximidade à literatura levou-o a privilegiar o trabalho sobre a voz humana, muitas vezes em diálogo com instrumentos solistas ou formações instrumentais, investindo no refinamento da condução melódica e no caráter suspensivo das arquiteturas harmónicas.

Discografia de Isolda Crespi

Natural de Barcelona, Espanha, Isolda Crespi Rubio licenciou-se em piano pelo Royal College of Music (Londres) na classe de John Barstow.

Em 2013 concluiu o Mestrado em Ciências da Educação, Música, na Universidade Católica Portuguesa e publicou a sua tese com o titulo “O Professor Invisível. A influência do pianista acompanhador na aprendizagem musical dos estudantes de instrumento” na Editora “Novas Edições Acadêmicas”.

Actuou em recitais como solista e pianista acompanhadora em Espanha, Portugal, França, Suíça, Reino Unido, Dinamarca, Brasil e Coreia do Sul.

Clique AQUI para ler a bio completa.

Discografia

Fernando Morais, Emma Gregan, Kerry Turner, Ricardo Matosinhos, Hornsapes – music composed by horn players, CD, Ricardo Matosinhos, horn, Isolda Crespi, piano, MusicTobi 2023

Ana Maria Ribeiro, Isolda Crespi Rubio – The Delirium of My Desire (CD) Artway AWR018001 2018

Ricardo Matosinhos, Hornscapes, music for horn composed by hornplayers

Ricardo Matosinhos, Hornscapes, music for horn composed by hornplayers

Bernardo Matias

Vicissitudes é o segundo disco de Bernardo Matias. Advém de pequenas ideias musicais, melodias e esboços que foram surgindo na sua cabeça no dia a dia e representam um pouco do homem e instrumentista que ele é. Os improvisos e composições estão associados a momentos, locais, pessoas ou ambientes, com certo estado de espírito, O saxofone é um instrumento versátil e através de várias técnicas que o mesmo é capaz de representar. Foi utilizado livre de qualquer estética ou género, deixando que a improvisação/ escrita emergisse e imperasse. O nome dado a este disco representa as mudanças, desafios, peripécias que foram surgindo durante o processo de construção, desde 2020, até 2024.

O disco conta com 10 temas originais de autoria de Bernardo Matias e conta com a participação de Francisco Vala no baixo, Mário Lopes na bateria, Edgar Alexandre e David Martinho nas teclas.

Bernardo Matias, Vicissitudes

Bernardo Matias, Vicissitudes

Pedro Faria Gomes

Natural de Lisboa, o compositor Pedro Faria Gomes foi vencedor do prémio Lopes-Graça de Composição (Tomar) com À Memória de Anarda em 2007. A sua música representou Portugal na Expo 2008 em Zaragoza. Concluiu o mestrado em Composição no Royal College of Music com o compositor David Sawer. Foi bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do Royal College of Music.

Recebeu o PRS Sir Arthur Bliss Memorial Award em 2007-8 e um Stanley Picker Trust Award em 2008-9. A sua música está publicada em CD na Compasso e na Numérica.

Apresentações da música de Pedro Faria Gomes no passado incluem: I Solisti Veneti com Claudio Scimone, Orquestra Nacional do Porto com Luís Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa com Cesário Costa, Sinfonietta de Lisboa com Vasco Azevedo, Orquestra do Algarve com Cesário Costa, Coro de Câmara Lisboa Cantat com Jorge Alves, Royal College of Music Symphony Orchestra com Patrick Bailey, Composers Ensemble com Richard Baker, Contemporary Consort com Tom Davey.

A sua música foi apresentada no Teatro Nacional São João, Grande Auditório da Culturgest, Teatro Municipal São Luiz, Teatro Diogo Bernardes, Teatro Municipal Sá de Miranda, Fundação de Serralves, Teatro Nacional D. Maria II, Casa da Música, Escola de Música do Conservatório Nacional, Conservatoire Claude Debussy, National Portrait Gallery, Royal College of Music, Victoria and Albert Museum, Southbank Centre.

Discografia

Scenes from Childhood é álbum de Pedro Faria Gomes editado em 2024 que inclui duas peças muito pessoais que o compositor escreveu para a filha Joana (Suite J) e o filho Daniel (Sonatina), interpretadas por Kenneth Hamilton. O disco tem a etiqueta Prima Facie Records, com os apoios da Sociedade Portuguesa de Autores e da Cardiff University School of Music.

Pedro Faria Gomes, Scenes from Childhood

Pedro Faria Gomes, Scenes from Childhood

Mafalda Nejmeddine

Discografia

  • Sonatas Portuguesas dos séculos XVIII-XIX, Mafalda Nejmeddine, 2023

Pianoforte/Fortepiano: Muzio Clementi & Co. (London, c. 1810)

  • Sei Sonate per Cembalo – Alberto José Gomes da Silva, Mafalda Nejmeddine, 2018

Cravo/Harpsichord: José Calisto (Portugal, 1780)

Biografia

Mafalda Nejmeddine é doutorada pela Universidade de Évora em Música e Musicologia na especialidade de Interpretação, sendo especialista em música antiga portuguesa, nomeadamente a sonata portuguesa para Tecla.

É diplomada com o Curso Complementar de Piano (Academia de Música S. Pio X de Vila do Conde), a Licenciatura em Cravo (Escola Superior de Música de Lisboa), o 1º Prémio de Cravo (Conservatoire Supérieur de Paris-CNR) e o Mestrado em Estudos da Criança na especialidade de Educação Musical (Universidade do Minho).

Desenvolveu uma série de trabalhos que envolveram a investigação, a interpretação e a divulgação do repertório português para Tecla do século XVIII. Entre eles encontram-se a preparação de um manual para o Curso Básico de Cravo com repertório português do século XVIII, o estudo da sonata para Tecla em Portugal no período 1750–1807, a edição discográfica e a edição da partitura da coleção Sei Sonate per Cembalo de Alberto José Gomes da Silva bem como a realização de recitais e conferências-concerto com obras inéditas do repertório português para Tecla da segunda metade do século XVIII.

Dedica-se à pesquisa, análise e interpretação da música portuguesa com instrumentos de Tecla dos séculos XVIII e XIX.

A 7 de outubro de 2023, no Palácio Nacional de Queluz, lançou o CD “Sonatas Portuguesas dos séculos XVIII-XIX” com apresentação de Andrew Woolley e projeção do documentário “Sonoridades portuguesas do passado” de Fouad Nejmeddine.

FonteCESEM, 18 de outubro de 2023

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