Salvador Sobral

Durante o tempo que viveu nos Estados Unidos e em Barcelona, onde estudou na prestigiada escola Taller de Musics, Salvador Sobral desenvolveu vários projectos musicais: compôs para si próprio mas ao mesmo tempo criou performances arrojadas à volta da figura de Chet Baker, bebeu da bossa-nova e trouxe às suas canções as doces sonoridades da América Latina.

Excuse Me, o seu disco de estreia, é o resultado dessas viagens e das influências que o cantor recebeu das suas inspirações musicais de sempre, que partem do jazz para o mundo e que agora nos convida a escutar.

O disco tem a co-produção musical do pianista Júlio Resende, do talentoso compositor venezuelano Leonardo Aldrey e do próprio Salvador Sobral.

Salvador integrou a programação de um dos mais relevantes festivais urbanos de música em Portugal, mesmo antes de lançar este seu primeiro álbum: o Vodafone Mexefest.

Em 2016, depois de ter esgotado duas datas no São Luiz Teatro Municipal de Lisboa, apresentaria “Excuse Me” no EDP Cool Jazz.

Em 2017 venceu o Prémio Eurovisão da Canção.

Salvador Sobral, Paris, Lisboa, 2019.

Paulo Gomes

Paulo Gomes é mestrado em Interpretação Artística – Piano Jazz, pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, em Ensino do Jazz pela Escola Superior de Música do Porto e Escola Superior de Educação do Porto.

Na sua actividade de pianista e compositor, trabalhou em palcos e/ou estúdios de gravação com: Sheilla Jordan, David Murray, Chris Cheek, Eric Vloeimans, Jullian Arguelles, Henry Lowther, Peter King, Montez Coleman, Herb Geller, Rolf Delfos, David Chamberlain, Zé Eduardo, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica do Algarve, entre muitos outros.

Para várias destas formações, escreveu música original. De salientar o trabalho que realizou baseado na obra de grandes poetas portugueses (registado em dois CD) numa longa colaboração com a cantora Fátima Serro, e a escrita de repertório original para a EMJO (European Movement Jazz Orchestra) e OJM (Orquestra de Jazz de Matosinhos).

Desde o início dos anos 1990, participou em inúmeros festivais de jazz, em Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Holanda, França e Suíça.

Como professor (piano, harmonia, improvisação e combo), trabalhou com muitos dos profissionais das novas gerações do jazz em Portugal. Realizou cursos e seminários em muitas escolas oficiais e privadas, por todo o país (continente e ilhas), Espanha e França. É, desde 2012, professor de Piano-jazz e Improvisação, no Conservatório de Música do Porto.

Paralelamente ao Jazz, participou em concertos e gravações de CD’s de bandas como: “Andanças do Mar”; “Mar do Mundo”, “Classificados” e “Joni”.

Fonte: Paulo Gomes

Paulo Gomes, piano jazz

Paulo Gomes, piano jazz

Discografia

Paulo Gomes Trio – Secret Studio Sessions Vol​.​1 (2019)
Paulo Gomes Trio – Secret Studio Sessions Vol.2 (2021)
MAP + Cris Cheek (2019)
Jogo de Damas – Too Close (2018)
MAP – Guerra e Paz (2017)
MAP – Circo Voador (2016)
MAP – The Zombie Wolf Playn’ The Blues On A Monday Mornig (2014)
Paulo Gomes Trio – Recital (2012)
Jogo de Damas – Jogo de Damas (2012)
Paulo Gomes – Trabka (2010)
Fátima Serro & Paulo Gomes – Quinto Elemento (2005)
Kiko – Raw (2003)
Paulo Gomes eNsEmble – Intro (2002)
Trupe Vocal – We’ll Remember You (2001)
Fátima Serro & Paulo Gomes – Outra História (1999)
Fátima Serro – Day by Day (1998)
Sávio Araújo – Live Quartet (1995)

Paulo Gomes, Fátima Serro, Quinto Elemento, 2012.

Susana Travassos

Susana Travassos nasceu em Faro e viveu até aos 18 anos em Vila Real de Santo António, onde começou cedo o seu percurso musical. Aos cinco anos iniciou-se no acordeão e, mais tarde, passou a estudar piano e canto lírico.

Frequentou a Escola de Jazz Hot Club, em Lisboa.

Dona de uma voz clara e precisa, tem uma intensidade interpretativa pouco comum. Em 2008, lançou o primeiro CD, Oi Elis, em homenagem à cantora Elis Regina.

O seu segundo álbum, Tejo-Tietê (2013), é uma parceria com o compositor brasileiro Chico Saraiva e intercala composições do próprio com clássicos de Portugal e Brasil.

Nos últimos anos, Susana conquistou um espaço de prestígio na América Latina, onde já possui um público seguidor e atenção por parte da imprensa. Durante o período vivido no Brasil, atuou ao lado de artistas como Yamandu Costa, Toninho Horta, Chico Pinheiro, Chico Cesar, Zeca Baleiro, entre outros.

Em 2019, lançou o terceiro CD, composto por canções próprias, além de canções inéditas de Luísa Sobral, Mili Vizcaíno e Melody Gardot. O disco, gravado em Buenos Aires sob a direção de Alan Plachta, conta com a participação dos maiores instrumentistas argentinos da atualidade como Diego Schissi, Tiki Cantero, Nacho Amil, entre outros.

Susana Travassos, Pássaro palavra, 2019.

Marta Hugon

Marta Hugon tem vindo a estabelecer uma identidade cada vez mais sólida dentro do universo dos cantores e autores de canções portugueses. Tendo como sua primeira casa o jazz – ensinou na escola do Hot Clube de Portugal e foi solista da respetiva Big Band – a cantora lançou o seu primeiro disco em 2005, dando assim início a uma carreira que se destaca pela consistência mas também por uma constante necessidade de se reinventar musicalmente.

Conhecida como a “vocalista dos músicos”, Marta Hugon fez um percurso “de trás para a frente”, nas palavras da própria, tendo começado por cantar com grupos que tocavam algum repertório de standards e por só muito mais tarde ter decidido estudar música. Antes disso, trabalhou repertório clássico e experimentou incurssões no funk e na música electrónica.

No seu primeiro disco, Tender Trap, a cantora fez uma homenagem sincera a alguns dos clássicos do cancioneiro norte americano, dando vida aos temas que a fizeram apaixonar-se pela linguagem jazzística e fazendo-se rodear de músicos de exceção que a acompanham até hoje. Com Story Teller, trabalho editado em 2008, Marta Hugon conquistou o público e a crítica que salientou a maturidade da voz e da interpretação e a originalidade na escolha do repertório.

É com A Different Time, editado pela Sony Music, em 2011, que a cantora arriscou um tempo diferente, avançando para um repertório de música original, em que mistura o jazz, a folk e a pop. A influência de músicos como Joni Mitchel, Nick Drake, Paul Simon ou dos Beatles fazem-se ouvir neste disco, em que a cantora funde na perfeição a sua forte personalidade musical com a do grupo que a acompanha, e se une novamente a Filipe Melo para a escrita de canções.

Em 2016, Marta Hugon surpreende o público com mais um fruto dessa colaboração – Bittersweet. Este é um disco de emoções, sólido na interpretação, na composição e nos arranjos, onde pressentimos desde o início a dualidade que marca o repertório e que lhe deu nome. Marta Hugon acompanha-nos num passeio estilístico de charme mas cheio de substância, onde espreitam por vezes as origens jazzísticas da cantora. Mas é na individualidade da escrita das canções na elegância e riqueza dos seus detalhes que nos vamos deixando seduzir.

Discografia

Coração na Boca (2019)
Bittersweet (2016)
A Different Time (2011)
Story Teller (2008)
Tender Trap (2005)

Outra discografia

2012 – Doctetos – António Barros Veloso (edição de autor)
2004 – Amplitude – Spill (Tone of a Pitch)
2000 – Música para TV, Rádio e Filmes Exóticos – Cool Hipnoise (Norte Sul)

Marta Hugon, Coração na boca, 2019.

Tatanka

Natural de Sintra, Pedro Taborda, mais conhecido por Tatanka, tornou-se conhecido como o vocalista dos The Black Mamba.  Em 2016 iniciou a carreira a solo, num registo mais pessoal e de regresso às suas raízes, contando histórias e apresentando temas originais em português.

“Alfaiate” e “De Alma Despida foram os primeiros temas apresentados, em 2017.   Também em 2017,  assumiu, a convite da Produtora Tavolanostra, a missão de mentor musical do projeto “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias”. Ao longo das galas protagonizou, com vários artistas convidados, momentos acústicos únicos e intimistas, no contexto de cada aldeia anfitriã. Raquel Tavares, Aurea, Os Azeitonas, António Zambujo, Mariza Liz, The Black Mamba, Ana Bacalhau, Lúcia Moniz e Luísa Sobral foram os convidados escolhidos.

Em 2017, estreou-se a solo na Casa da Música (Sala 2), com casa esgotada, num concerto em que contou com vários convidados, tendo regressado em 2018, desta vez na Sala Suggia.

O álbum de estreia de Tatanka – “Pouco Barulho” – foi editado em 2019. O terceiro single, “Império dos Porcos”, conta com a participação de Miguel Araújo.

Depois de uma incursão pelo reggae, que o levou a integrar a banda de Richie Campbell, Tatanka tornou-se a voz de um coletivo que se agarra aos blues e à soul com ganas de conquistar o mundo. ‘Love Is on My Side’ é a canção que lhe garantiu a vitória na edição de 2021 do Festival da Canção.

Fonte: RTP

Tatanka, Pouco barulho, 2019

Isabel Rato

Isabel Rato é uma pianista, compositora, arranjadora e produtora na área do Jazz Português. A sua música visita universos musicais que vão do jazz à música portuguesa, à música clássica ou à world music. Histórias do Céu e da Terra é o seu segundo disco lançado pela Editora Nischo. O disco foi considerado pela revista Jazz.pt como um dos melhores discos nacionais de Jazz de 2019. Conta com as colaborações das cantoras Beatriz Nunes e Elisa Rodrigues, do acordeonista João Barradas e do guitarrista João Rato. A música é da sua autoria e de compositores como Luís Barrigas, João Rato e também uma canção com letra de Elisa Rodrigues. Isabel Rato tornou-se num dos nomes femininos mais destacados da nova geração de compositores portugueses na área do Jazz.

Com licenciatura em Piano Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa, Isabel Rato teve como seu mentor e professor o pianista João Paulo Esteves da Silva. Frequentou aulas também com pianistas e músicos mundialmente reconhecidos como: John Taylor, Fred Hersch, Enrico Pieranunzi, Joshua Redman, João Paulo Esteves da Silva, Mário Laginha, Hal Galper, Kenny Werner, Vardan Ovsepian e Albert Bover.

A pianista tem vindo a apresentar-se com o seu grupo de Jazz em várias salas e Festivais em Portugal como: Festa do Jazz 2019; Festival Internacional Seixal Jazz 2018; Casa da Música, Porto (Festival Spring On) 2019; Auditório Municipal do Seixal; Festival de Jazz de Odemira; Ciclo de Jazz de Setúbal; Auditório dos Oceanos, Lisboa; Hot Club de Portugal, Lisboa; Ciclo de Jazz em Mafra; Jazz no Museu em S. Brás de Alportel; Centro Cultural de Cascais; entre muitos outros.

Tem no Duo “Veia” uma parceria com a cantora Elisa Rodrigues, que marcou a sua estreia em Outubro de 2018, contando já com concertos no Festival de Jazz de Galway na Irlanda, Festival Caldas Nice Jazz 2018, Évora Jazz Fest 2019 e Ciclo de Jazz de Mafra 2019.

O Isabel Rato Quinteto é constituído por Isabel Rato – piano, composição; João David Almeida – voz; João Capinha – saxofone soprano, alto e tenor; João Custódio – contrabaixo; Alexandre Alves – bateria

Discografia

  • Histórias do Céu e da Terra, 2019.

Isabel Rato, Histórias do Céu e da Terra, 2019.

Luís Figueiredo

Pianista, compositor, arranjador e produtor, Luís Figueiredo está activo profissionalmente desde 2004 nas áreas da performance de música escrita e improvisada, da composição e arranjo, e da produção e direcção musical.

Editou o seu primeiro álbum como líder em 2010 (Manhã, JACC Records). Desde então, assinou participações em cerca de 30 edições discográficas.

Trabalhou e/ou gravou com Cristina Branco, Bruno Pedroso, Carlos Bica, André Fernandes, Luísa Sobral, Alexandre Frazão, Reinier Baas, João Moreira, Ana Bacalhau, Mário Delgado, Bernardo Moreira, David Binney, João Hasselberg, Perico Sambeat, Mário Laginha, Marta Hugon, Ricardo Toscano, Eduardo Raon, Rita Maria, Diogo Duque, Márcia, Mário Franco, Diabo na Cruz, Carlos Barretto, Jorge Moniz, Gisela João e Jeffery Davis, entre vários outros.

Discografia

Luís Figueiredo, À deriva

Luís Barrigas

Luís Barrigas nasceu em 1978 na cidade de Setúbal. Em 2006 iniciou vários projetos de jazz, do qual se destaca o seu Trio com temas originais. Desde então já tocou com inúmeros músicos de destaque na área, como Perico Sambeat, Alexandre Frazão, José Eduardo, Bruno Santos, Nelson Cascais, Bruno Pedroso, Luís Candeias, Joel Silva, Jorge Moniz, Demian Cabaud, Sérgio Pelágio, Pedro Segundo, André Sousa Machado, Desidério Lázaro, entre outros.

Concluiu o curso superior de jazz na E.S.M.L. com João Paulo Esteves da Silva em 2013. Tem também tocado regularmente com o seu grupo, contando com Mário Franco no contrabaixo e Alexandre Alves na bateria. Esta formação ganhou o 1º prémio Luiz Villas-Boas em 2010 no Festival CoolJazz de Cascais, tendo gravado o disco 2:30.

Em 2016 gravou o seu segundo disco Songs with and without words que foi bem recebido pela crítica em geral, recebendo 5 estrelas pelo jornal Público. Como sideman tem trabalhado com vários grupos acompanhando inúmeras vozes do jazz e música pop, destacando-se atualmente a colaboração no quarteto da cantora Beatriz Nunes.

Discografia

  • Luís Barrigas + Desidério Lázaro ― 2.30, 2016.

Luís Barrigas, Songs

Luísa Sobral

Quando se apresentou ao público, em 2011, trazia consigo o disco de estreia ‘The Cherry On My Cake’. Era o reflexo de quatro anos de emigração da sua autora, distinta aluna e licenciada em 2009 pelo Berklee College of Music.

Luísa Sobral teve necessidade de tocar e cantar muitas vezes em restaurantes e bares americanos, para ajudar a cobrir as despesas, o que representou uma formação acrescida e em tempo real, decisiva na carreira de um músico: a dos palcos – alguns maiores, outros mínimos e muitas vezes com poucas condições técnicas.

Já em Portugal, lançaram-lhe o desafio a que aspirava: gravar as suas próprias canções. Com resultados imediatos e com sabor especial para um disco de estreia: a marca de Platina, em época de crise extrema nas vendas; o aplauso consensual de críticos e público; o caminho aberto para a realização de mais de cem concertos.

Foram sobretudo os espectáculos, as participações televisivas especiais, como a que assegurou no programa de Jools Holland, na BBC, e as actuações de suporte a importantes artistas da mesma área, como Melody Gardot, que mais impulsionaram o seu percurso dentro e além-fronteiras. Espanha, França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Marrocos, China, Namíbia, Zimbabwe e África do Sul já figuram entre as escalas de Luísa.

Seguiu-se um novo disco em 2013: “There’s A Flower In My Bedroom”, com 17 canções, todas da sua autoria e com convidados de grande notoriedade, como Jamie Cullum e os portugueses António Zambujo e Mário Laginha.

No ano seguinte foi lançado o terceiro álbum “Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa”, em que Luísa expande o seu universo para fora dos limites estéticos dos dois primeiros discos.

Em 2016 Luísa Sobral gravou o seu quarto álbum intitulado “Luísa”. O disco foi gravado em Los Angeles, no mítico United Recording Studios, por onde já passaram nomes históricos como Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jay-Z, Radiohead ou U2. Ao leme da produção esteve Joe Henry, vencedor de 3 Grammy Awards, que para além de uma sólida carreira em nome próprio assina trabalhos de músicos como Elvis Costello, Solomon Burke, Beck ou Madonna.

Em “Luisa” estreitam-se a cumplicidade e os laços afectivos com quem ouve, em novas canções e letras tocantes, que revelam que a artista entrou num novo patamar de maturidade criativa, uma vez mais e como sempre, à frente da sua idade.

Luísa Sobral, Luísa

Maria João

Com mais de 20 álbuns editados, Maria João é uma voz incontornável do jazz português. A sua carreira, reconhecida pelos quatro cantos do mundo, destaca-se pela versatilidade e pelo desafio constante do cruzamento de novos estilos.

Maria João (Lisboa, 27 de junho de 1956), nome por que é conhecida Maria João Monteiro Grancha, é uma cantora portuguesa de jazz. Nasceu em Lisboa, filha de pai português e mãe moçambicana. Na infância e na adolescência era considerada muito rebelde, tendo sido expulsa ou convidada a sair de 5 colégios. Na mesma altura, dedicou-se ao desporto durante vários anos, que lhe incutiam regras, tendo praticado natação, judo, karaté e aikido, onde chegou a ser cinturão negro. Nos anos 70, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas. Foi apenas em 1976 que descobriu a paixão pela música, quando frequentou um curso de nadadora-salvadora e constatou que tinha uma boa voz.

Em 1982, um amigo desafiou-a a e inscrever-se na Escola de Jazz do Hot Club, em Lisboa. Na audição, improvisou o clássico de Cole Porter, “Night and Day”. Foi admitida de imediato. Ainda no Hot Club, em 1983, formou o seu primeiro grupo e estreou-se em concerto na abertura de um restaurante, onde fez uma série de improvisos e começou a apresentar-se em casas noturnas de Lisboa.

Em 1985, lançou definitivamente a sua carreira, depois de ter recebido boas críticas graças à sua atuação no Festival de Jazz de Cascais. No mesmo ano, gravou o disco Cem Caminhos, e fez ainda uma digressão na Alemanha. No ano seguinte, regressou ao estúdio para gravar o álbum Conversa e iniciou uma colaboração com a pianista japonesa Aki Takase. O contacto com a pianista marcou a viragem para um estilo e repertório mais seus, orientados para o free jazz.

Em 1990, nasceu o seu filho, João Carlos.

Maria João voltou a Portugal, depois de viajar pela Europa, envolvendo-se num projeto com o grupo português Cal Viva, de Carlos Bica, José Peixoto, José Salgueiro e Mário Laginha.

Em 1992, Maria João trabalhou com a cantora Lauren Newton e em quarteto com Christof Lauer, Bob Stenson e Mário Laginha, participando no Europália e na Expo de Sevilha. No mesmo ano, assinou contrato com a editora Verve.

Com Mário Laginha, em 1994, formou um Duo. Desta parceria, podem-se destacar os álbuns Cor (1998) — o qual evoca os 500 anos dos descobrimentos portugueses — e Lobos, Raposas e Coiotes (1999), no qual gravou duas famosas canções brasileiras, “Beatriz” e “Asa Branca”.

O álbum Chorinho Feliz, (2000), lançado em comemoração aos 500 anos da presença portuguesa no Brasil, conta com a participação de músicos como Gilberto Gil e Lenine e outros músicos como Helge A. Norbakken, Toninho Ferragutti e Nico Assumpção.

Em 2001 foi lançado o disco do projeto Mumadji, quarteto formado por Maria João, Mário Laginha, Helge Norbakken e Toninho Ferragutti.

Em 2003 foi lançado o álbum Undercovers com releituras de grandes sucessos da música Universal – incluindo “O Quereres”, de Caetano Veloso. Em 2003, foi a diretora da academia do programa Operação Triunfo, na RTP.

2004 foi o ano do disco Tralha, com temas originais de Mário Laginha.

Em 2006, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Em 2007, lançou a solo o disco João. Volta a colaborar na 3.ª edição do programa Operação Triunfo.

Desde 2009, com o teclista João Farinha, lidera o projecto OGRE, banda que mistura jazz com música eletrónica.

Em 2016 participou no “Experimenta Portugal”, programa cultural promovido pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo em torno do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com uma apresentação musical no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, com a Orquestra Jazz Sinfónica, sob regência do maestro João Maurício Galindo, e com a participação dos guitarristas do Fado de Coimbra Ricardo Dias e Luís Ferreirinha.

Discografia

Quinteto Maria João (1983) Quinteto Maria João
Cem Caminhos (1985) Quinteto Maria João
Conversa (1986)
Looking For Love (1988) Maria João e Aki Takase
Alice (1990) Maria João, Aki Takase e Niels Henning Orsted-Pedersen
Sol (1991) Maria João e Cal Viva (José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro, Mário Laginha e Ermenio de Melo)
Danças (1994) Maria João e Mário Laginha
Fábula (1996) Maria João e Mário Laginha Ralph Towner, Dino Saluzzi
Cor (1998) Maria João e Mário Laginha, Trilok Gurtu e Wolfang Muthspiel
Lobos Raposas e Coiotes (1999) Maria João e Mário Laginha com a Orquestra Filarmónica de Hannover
Chorinho Feliz (2000) Maria João e Mário Laginha
Mumadji Ao Vivo (2001) Mumadji
Undercovers (2002) Maria João e Mário Laginha
João (2007) Maria João
Chocolate (2008) – Maria João e Mário Laginha
Follow The Songlines (2010) Maria João e David Linx com Mário Laginha e Diederik Wissels
Amoras e Framboesas (2011) Maria João e Orquestra de Jazz de Matosinhos
A Different Porgy & Another Bess (2012) – com David Linx & Brussels Jazz Orchestra
Electrodoméstico (2012) com o projecto OGRE
Iridescente (2012) Maria João e Mário Laginha
Plástico (2015) com o projecto OGRE
A Poesia de Aldir Blanc (2017) Maria João e Convidados

Coletâneas

Pensa Nisto! (1996) – Fidjo Magoado
Etnocity/Underground Sound Of Lisbon (2000) – Saris e Capolanas (remix) (MJML)
Movimentos Perpétuos (2003)- Mãos Na Parede (MJML)
Open your mouth (2020) Maria Joao OGRE electric

Colaborações

Abbacadabra (1984)
Júlio Pereira – (1990)
Júlio Pereira – Tarde Quente (1994)
António Pinho Vargas Maria João e José Nogueira [A Luz e a Escuridão] (1995)
Laurent Filipe (1995)
Bom dia Benjamim – (1995)
Carlos Bica/Azul (1996)
Cantigas de Amigos – São Macaio/A Garrafa…(1998)
Clã – Pois É (1998)
Dulce Pontes – Modinha das Saias (1999)
Bana – (1999)
Joe Zawinul – “Faces & Places” (2002)
Carinhoso – Ingénuo (2002)
Simentera – Lua Cheia (2003)
Pirilampo Mágico (com Mariza e Teresa Salgueiro) – “Faz a Magia Voar” (2003)
DEP – Quem? (2004)
Danças Ocultas – (2004)
Saxofour – (2004)
Blasted Mechanism – Avatara (faixa “Power On/Pink Hurricane”) (2005)
Saxofour – [Cinco] (2005)
José Peixoto – [Pele] (2006)
Clã – Lua Partida Ao Meio (2006)
Vera e os Seus Amigos – Papagaio Fofoca (2008)
Roberto Neri – (2016)
Octa Push – Cueca (2016)
Budda Power Blues (2017)

Prémios

Prémio Revelação do Ano (1984)
Prémio Nova Gente como intérprete feminina (1985)
Festival de Jazz de San Sebastian (1985)

Fonte: Wikipédia, rev. AJF

Maria João, A poesia de Aldir Blanc, 2017.

Maria João e Mário Laginha, Chocolate