Susana Travassos nasceu em Faro e viveu até aos 18 anos em Vila Real de Santo António, onde começou cedo o seu percurso musical. Aos cinco anos iniciou-se no acordeão e, mais tarde, passou a estudar piano e canto lírico.
Frequentou a Escola de Jazz Hot Club, em Lisboa.
Dona de uma voz clara e precisa, tem uma intensidade interpretativa pouco comum. Em 2008, lançou o primeiro CD, Oi Elis, em homenagem à cantora Elis Regina.
O seu segundo álbum, Tejo-Tietê (2013), é uma parceria com o compositor brasileiro Chico Saraiva e intercala composições do próprio com clássicos de Portugal e Brasil.
Nos últimos anos, Susana conquistou um espaço de prestígio na América Latina, onde já possui um público seguidor e atenção por parte da imprensa. Durante o período vivido no Brasil, atuou ao lado de artistas como Yamandu Costa, Toninho Horta, Chico Pinheiro, Chico Cesar, Zeca Baleiro, entre outros.
Em 2019, lançou o terceiro CD, composto por canções próprias, além de canções inéditas de Luísa Sobral, Mili Vizcaíno e Melody Gardot. O disco, gravado em Buenos Aires sob a direção de Alan Plachta, conta com a participação dos maiores instrumentistas argentinos da atualidade como Diego Schissi, Tiki Cantero, Nacho Amil, entre outros.
Marta Hugon tem vindo a estabelecer uma identidade cada vez mais sólida dentro do universo dos cantores e autores de canções portugueses. Tendo como sua primeira casa o jazz – ensinou na escola do Hot Clube de Portugal e foi solista da respetiva Big Band – a cantora lançou o seu primeiro disco em 2005, dando assim início a uma carreira que se destaca pela consistência mas também por uma constante necessidade de se reinventar musicalmente.
Conhecida como a “vocalista dos músicos”, Marta Hugon fez um percurso “de trás para a frente”, nas palavras da própria, tendo começado por cantar com grupos que tocavam algum repertório de standards e por só muito mais tarde ter decidido estudar música. Antes disso, trabalhou repertório clássico e experimentou incurssões no funk e na música electrónica.
No seu primeiro disco, Tender Trap, a cantora fez uma homenagem sincera a alguns dos clássicos do cancioneiro norte americano, dando vida aos temas que a fizeram apaixonar-se pela linguagem jazzística e fazendo-se rodear de músicos de exceção que a acompanham até hoje. Com Story Teller, trabalho editado em 2008, Marta Hugon conquistou o público e a crítica que salientou a maturidade da voz e da interpretação e a originalidade na escolha do repertório.
É com A Different Time, editado pela Sony Music, em 2011, que a cantora arriscou um tempo diferente, avançando para um repertório de música original, em que mistura o jazz, a folk e a pop. A influência de músicos como Joni Mitchel, Nick Drake, Paul Simon ou dos Beatles fazem-se ouvir neste disco, em que a cantora funde na perfeição a sua forte personalidade musical com a do grupo que a acompanha, e se une novamente a Filipe Melo para a escrita de canções.
Em 2016, Marta Hugon surpreende o público com mais um fruto dessa colaboração – Bittersweet. Este é um disco de emoções, sólido na interpretação, na composição e nos arranjos, onde pressentimos desde o início a dualidade que marca o repertório e que lhe deu nome. Marta Hugon acompanha-nos num passeio estilístico de charme mas cheio de substância, onde espreitam por vezes as origens jazzísticas da cantora. Mas é na individualidade da escrita das canções na elegância e riqueza dos seus detalhes que nos vamos deixando seduzir.
Discografia
Coração na Boca (2019)
Bittersweet (2016)
A Different Time (2011)
Story Teller (2008)
Tender Trap (2005)
Outra discografia
2012 – Doctetos – António Barros Veloso (edição de autor)
2004 – Amplitude – Spill (Tone of a Pitch)
2000 – Música para TV, Rádio e Filmes Exóticos – Cool Hipnoise (Norte Sul)
Quando se apresentou ao público, em 2011, trazia consigo o disco de estreia ‘The Cherry On My Cake’. Era o reflexo de quatro anos de emigração da sua autora, distinta aluna e licenciada em 2009 pelo Berklee College of Music.
Luísa Sobral teve necessidade de tocar e cantar muitas vezes em restaurantes e bares americanos, para ajudar a cobrir as despesas, o que representou uma formação acrescida e em tempo real, decisiva na carreira de um músico: a dos palcos – alguns maiores, outros mínimos e muitas vezes com poucas condições técnicas.
Já em Portugal, lançaram-lhe o desafio a que aspirava: gravar as suas próprias canções. Com resultados imediatos e com sabor especial para um disco de estreia: a marca de Platina, em época de crise extrema nas vendas; o aplauso consensual de críticos e público; o caminho aberto para a realização de mais de cem concertos.
Foram sobretudo os espectáculos, as participações televisivas especiais, como a que assegurou no programa de Jools Holland, na BBC, e as actuações de suporte a importantes artistas da mesma área, como Melody Gardot, que mais impulsionaram o seu percurso dentro e além-fronteiras. Espanha, França, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Marrocos, China, Namíbia, Zimbabwe e África do Sul já figuram entre as escalas de Luísa.
Seguiu-se um novo disco em 2013: “There’s A Flower In My Bedroom”, com 17 canções, todas da sua autoria e com convidados de grande notoriedade, como Jamie Cullum e os portugueses António Zambujo e Mário Laginha.
No ano seguinte foi lançado o terceiro álbum “Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa”, em que Luísa expande o seu universo para fora dos limites estéticos dos dois primeiros discos.
Em 2016 Luísa Sobral gravou o seu quarto álbum intitulado “Luísa”. O disco foi gravado em Los Angeles, no mítico United Recording Studios, por onde já passaram nomes históricos como Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jay-Z, Radiohead ou U2. Ao leme da produção esteve Joe Henry, vencedor de 3 Grammy Awards, que para além de uma sólida carreira em nome próprio assina trabalhos de músicos como Elvis Costello, Solomon Burke, Beck ou Madonna.
Em “Luisa” estreitam-se a cumplicidade e os laços afectivos com quem ouve, em novas canções e letras tocantes, que revelam que a artista entrou num novo patamar de maturidade criativa, uma vez mais e como sempre, à frente da sua idade.
Com mais de 20 álbuns editados, Maria João é uma voz incontornável do jazz português. A sua carreira, reconhecida pelos quatro cantos do mundo, destaca-se pela versatilidade e pelo desafio constante do cruzamento de novos estilos.
Maria João (Lisboa, 27 de junho de 1956), nome por que é conhecida Maria João Monteiro Grancha, é uma cantora portuguesa de jazz. Nasceu em Lisboa, filha de pai português e mãe moçambicana. Na infância e na adolescência era considerada muito rebelde, tendo sido expulsa ou convidada a sair de 5 colégios. Na mesma altura, dedicou-se ao desporto durante vários anos, que lhe incutiam regras, tendo praticado natação, judo, karaté e aikido, onde chegou a ser cinturão negro. Nos anos 70, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas. Foi apenas em 1976 que descobriu a paixão pela música, quando frequentou um curso de nadadora-salvadora e constatou que tinha uma boa voz.
Em 1982, um amigo desafiou-a a e inscrever-se na Escola de Jazz do Hot Club, em Lisboa. Na audição, improvisou o clássico de Cole Porter, “Night and Day”. Foi admitida de imediato. Ainda no Hot Club, em 1983, formou o seu primeiro grupo e estreou-se em concerto na abertura de um restaurante, onde fez uma série de improvisos e começou a apresentar-se em casas noturnas de Lisboa.
Em 1985, lançou definitivamente a sua carreira, depois de ter recebido boas críticas graças à sua atuação no Festival de Jazz de Cascais. No mesmo ano, gravou o disco Cem Caminhos, e fez ainda uma digressão na Alemanha. No ano seguinte, regressou ao estúdio para gravar o álbum Conversa e iniciou uma colaboração com a pianista japonesa Aki Takase. O contacto com a pianista marcou a viragem para um estilo e repertório mais seus, orientados para o free jazz.
Em 1990, nasceu o seu filho, João Carlos.
Maria João voltou a Portugal, depois de viajar pela Europa, envolvendo-se num projeto com o grupo português Cal Viva, de Carlos Bica, José Peixoto, José Salgueiro e Mário Laginha.
Em 1992, Maria João trabalhou com a cantora Lauren Newton e em quarteto com Christof Lauer, Bob Stenson e Mário Laginha, participando no Europália e na Expo de Sevilha. No mesmo ano, assinou contrato com a editora Verve.
Com Mário Laginha, em 1994, formou um Duo. Desta parceria, podem-se destacar os álbuns Cor (1998) — o qual evoca os 500 anos dos descobrimentos portugueses — e Lobos, Raposas e Coiotes (1999), no qual gravou duas famosas canções brasileiras, “Beatriz” e “Asa Branca”.
O álbum Chorinho Feliz, (2000), lançado em comemoração aos 500 anos da presença portuguesa no Brasil, conta com a participação de músicos como Gilberto Gil e Lenine e outros músicos como Helge A. Norbakken, Toninho Ferragutti e Nico Assumpção.
Em 2001 foi lançado o disco do projeto Mumadji, quarteto formado por Maria João, Mário Laginha, Helge Norbakken e Toninho Ferragutti.
Em 2003 foi lançado o álbum Undercovers com releituras de grandes sucessos da música Universal – incluindo “O Quereres”, de Caetano Veloso. Em 2003, foi a diretora da academia do programa Operação Triunfo, na RTP.
2004 foi o ano do disco Tralha, com temas originais de Mário Laginha.
Em 2006, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 2007, lançou a solo o disco João. Volta a colaborar na 3.ª edição do programa Operação Triunfo.
Desde 2009, com o teclista João Farinha, lidera o projecto OGRE, banda que mistura jazz com música eletrónica.
Em 2016 participou no “Experimenta Portugal”, programa cultural promovido pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo em torno do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com uma apresentação musical no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, com a Orquestra Jazz Sinfónica, sob regência do maestro João Maurício Galindo, e com a participação dos guitarristas do Fado de Coimbra Ricardo Dias e Luís Ferreirinha.
Discografia
Quinteto Maria João (1983) Quinteto Maria João
Cem Caminhos (1985) Quinteto Maria João
Conversa (1986)
Looking For Love (1988) Maria João e Aki Takase
Alice (1990) Maria João, Aki Takase e Niels Henning Orsted-Pedersen
Sol (1991) Maria João e Cal Viva (José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro, Mário Laginha e Ermenio de Melo)
Danças (1994) Maria João e Mário Laginha
Fábula (1996) Maria João e Mário Laginha Ralph Towner, Dino Saluzzi
Cor (1998) Maria João e Mário Laginha, Trilok Gurtu e Wolfang Muthspiel
Lobos Raposas e Coiotes (1999) Maria João e Mário Laginha com a Orquestra Filarmónica de Hannover
Chorinho Feliz (2000) Maria João e Mário Laginha
Mumadji Ao Vivo (2001) Mumadji
Undercovers (2002) Maria João e Mário Laginha
João (2007) Maria João
Chocolate (2008) – Maria João e Mário Laginha
Follow The Songlines (2010) Maria João e David Linx com Mário Laginha e Diederik Wissels
Amoras e Framboesas (2011) Maria João e Orquestra de Jazz de Matosinhos
A Different Porgy & Another Bess (2012) – com David Linx & Brussels Jazz Orchestra
Electrodoméstico (2012) com o projecto OGRE
Iridescente (2012) Maria João e Mário Laginha
Plástico (2015) com o projecto OGRE
A Poesia de Aldir Blanc (2017) Maria João e Convidados
Coletâneas
Pensa Nisto! (1996) – Fidjo Magoado
Etnocity/Underground Sound Of Lisbon (2000) – Saris e Capolanas (remix) (MJML)
Movimentos Perpétuos (2003)- Mãos Na Parede (MJML)
Open your mouth (2020) Maria Joao OGRE electric
Colaborações
Abbacadabra (1984)
Júlio Pereira – (1990)
Júlio Pereira – Tarde Quente (1994)
António Pinho Vargas Maria João e José Nogueira [A Luz e a Escuridão] (1995)
Laurent Filipe (1995)
Bom dia Benjamim – (1995)
Carlos Bica/Azul (1996) Cantigas de Amigos – São Macaio/A Garrafa…(1998)
Clã – Pois É (1998)
Dulce Pontes – Modinha das Saias (1999)
Bana – (1999)
Joe Zawinul – “Faces & Places” (2002)
Carinhoso – Ingénuo (2002)
Simentera – Lua Cheia (2003)
Pirilampo Mágico (com Mariza e Teresa Salgueiro) – “Faz a Magia Voar” (2003)
DEP – Quem? (2004)
Danças Ocultas – (2004)
Saxofour – (2004)
Blasted Mechanism – Avatara (faixa “Power On/Pink Hurricane”) (2005)
Saxofour – [Cinco] (2005)
José Peixoto – [Pele] (2006)
Clã – Lua Partida Ao Meio (2006)
Vera e os Seus Amigos – Papagaio Fofoca (2008)
Roberto Neri – (2016)
Octa Push – Cueca (2016)
Budda Power Blues (2017)
Prémios
Prémio Revelação do Ano (1984)
Prémio Nova Gente como intérprete feminina (1985)
Festival de Jazz de San Sebastian (1985)
Fonte: Wikipédia, rev. AJF
Maria João, A poesia de Aldir Blanc, 2017.
Maria João e Mário Laginha, Chocolate
https://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2022/09/maria-joao-jazz.jpg400400António Ferreirahttps://www.discorama.pt/wp-content/uploads/2022/08/discorama-logo-300x300.jpgAntónio Ferreira2022-09-15 10:18:182023-04-29 10:14:16Maria João
Maro (Lisboa, Portugal, 30 de outubro de 1994) é uma cantora, multi-instrumentista, produtora e compositora portuguesa. Representou Portugal em Turim, no Festival Eurovisão da Canção 2022, com a canção “Saudade, saudade”.
Maro começou a estudar música aos 4 anos, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha), acabando por completar o Curso Complementar de Piano (2014). Tirou, ao mesmo tempo, o Curso de Ciência e Tecnologias, com o intuito de seguir pelo caminho da Biologia, ligada ao estudo dos animais.
Aos 19 anos, decidiu dedicar-se à música a tempo inteiro e candidatou-se ao Berklee College of Music (Boston). Depois de completar o curso em Professional Music (2017), mudou-se para Los Angeles (2018), onde deu início à sua carreira musical. Nesse ano lançou cinco álbuns e um EP, chamando a atenção de vários músicos conceituados, como o inglês Jacob Collier, que acabou por convidar Maro para participar no seu álbum DJESSE Vol. 2. A parceria não parou aí e a artista portuguesa acabou por ser convidada para fazer parte integral da banda de Jacob, na DJESSE World Tour (2019). Por volta da mesma altura, Maro começou a ser agenciada pela Quincy Jones Productions.
MARO venceu a 56ª edição do Festival RTP da Canção, um concurso musical com o objetivo de selecionar um representante para o Festival da Eurovisão, onde apresentou a canção “Saudade, saudade”.
A artista portuguesa foi a Washington D.C., nos Estados Unidos, registar um Tiny Desk Concert na NPR, por onde já passaram grandes nomes como U2, Robert Plant, Sting, Laurie Anderson, Coldplay ou Alicia Keys.
MARO foi uma das mais recentes artistas a passar pelos célebres Tiny Desk Concerts, série de vídeos que registam pequenas atuações musicais no espaço onde se grava o programa “All Songs Considered”, na NPR, rádio pública dos Estados Unidos. – noticiou o Expresso a 20 de abril de 2023.
2019 – MIDNIGHT PURPLE (com NASAYA)
2019 – Why (com Ariza)
2019 – what difference will it make
2020 – Mi Condena (com Vic Mirallas)
2021 – TEMPO (NASAYA feat. MARO)
2021 – I SEE IT COMING (com NASAYA)
2022 – saudade, saudade
Colaborações
2018 – Não Me Deixes (Carolina Deslandes feat. MARO)
2018 – It Ain’t Working (Figùra feat. MARO)
2019 – Takin’ It Slow (SirAiva feat. MARO)
2019 – Move On (Noé Zagroun feat. MARO)
2019 – Moreninha (Monda feat. MARO)
2019 – Norte y Sur (Bebo San Juan feat. MARO)
2021 – Walk Above the City (The Paper Kites feat. Maro)
2021 – Sense (Judit Neddermann feat. MARO)
2021 – Corazón (80purppp feat. MARO)
2021 – Day Fire (Paraleven feat. MARO)
2021 – Mãe (Munir Hossn feat. MARO)
2021 – A Ponte (Marito Marques feat. MARO)
2022 – Better Now (ODESZA feat. MARO)[6]
2022 – Just A Dream (Gerald Clayton feat. MARO)
2022 – Damunt de tu Només les Flors (Gerald Clayton feat. MARO)
Joana Machado nasceu no Funchal em 1978. Aos 6 anos iniciou a aprendizagem musical no Conservatório. Com 17 mudou-se para Lisboa onde frequentou durante um ano o curso de canto da Academia de Amadores de Música e, em 1998, integrou a escola de Jazz do Hot Clube de Portugal.
Um ano foi referida como a “Nova voz revelação” no evento Novíssimos do jazz durante o Festival de Jazz de Coimbra. Paralelamente, formou-se em Design Industrial na Universidade Lusíada.
Em 2001 candidatou-se ao programa de Jazz e Música Contemporânea da New School University em Nova Iorque e foi admitida com uma Bolsa de Estudos.
Durante a frequência do curso representou inúmeras vezes a escola, inclusive num evento de “student showcasing” no famoso clube BIRDLAND, onde foi a única vocalista, cantando ao lado de artistas de renome como Joe Lovano, Jesse Davis e Jane Ira Bloom.
A revista DOWNBEAT de Março de 2003 mencionou-a como “uma vocalista talentosa”.
Na sua estadia em Nova Iorque estudou com Buster Williams, Doug Weiss, Joanne Brackeen, Jeannie Lovetri, Luciana Souza, Reggie Workman, Sheila Jordan, Vic Juris, entre muitos outros.
Em 2002 representou Portugal no encontro anual da IASJ (International Association of Schools of Jazz – cujo mentor é David Liebman), desta vez em Helsínquia.
Tem assumido os papeis de líder e de “sideperson ” com frequência, em projectos de naturezas diversas – do jazz tradicional à World Music – dos quais destaca “Experimentália” (2001/2002) com Afonso Pais e “Idiossincrasias” (2004/2005).
Colaborou igualmente com Jazz Orchestras das quais destaca performances com a Lehigh Valley Jazz Repertory Orchestra, dirigida por Bill Warfield; a New School University’s Jazz Orchestra, dirigida por Charles Tolliver; e mais recentemente a European Jazz Youth Orchestra com a qual foi em digressão internacional no Verão de 2004, desta vez dirigida por Pedro Moreira.
Entre as suas actuações incluem-se tributos a Sarah Vaughan, Hermeto Pascoal, António Carlos Jobim, e Wayne Shorter.
Em Nova Iorque cantou com Gary Bartz, Jamey Haddad, Jane Ira Bloom e Reggie Workman. Em Portugal trabalha frequentemente com alguns dos melhores músicos, como Afonso Pais, André Sousa Machado, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Bruno Pedroso, Jorge Reis, Jesse Chandler, Marco Franco, Nelson Cascais e Nuno Ferreira.
Foi convidada pelo pianista/compositor Bernardo Sassetti para uma apresentação ao vivo da sua banda sonora original para o filme “Maria do Mar” de Leitão de Barros. Esta apresentação teve lugar na última edição do Festival de Música de Leiria.
Em 2005 gravou o seu primeiro registo discográfico para a editora Tone of a Pitch. Mário Barreiros foi o engenheiro da gravação. “CRUde” foi lançado a 26 de Janeiro de 2006 e tem tido grande sucesso junto do público e da crítica:
“Admirável revelação”; “Instrumento de corpo inteiro”; “Um nome que urge inscrever no mais valioso património do jazz nacional”; “Joana quer ser um instrumento. E quer que na sua música soe um quarteto de instrumentos.” (João Pedro Oliveira in ” Diário de Notícias”, 10 de Fevereiro de 2006).
Aclamada na crítica portuguesa pela sua “voz quente, redonda, possante” (Miguel Soares, Comércio do Porto), Jacinta recebeu o prémio “Músico Revelação 2001” do programa Cinco Minutos de Jazz (Antena 1, desde 1966) e foi referida como “A cantora de jazz portuguesa”, por José Duarte.
Jacinta deu os seus primeiros passos artísticos através do estudo da música clássica em piano e composição, percurso pouco comum numa cantora de jazz. Integrou vários grupos como cantora e instrumentista, chegando a liderar um grupo de rock sinfónico. É no entanto no mundo do jazz que a sua energia musical encontra plena expressão.
Aos 22 anos uma excelente actuação de jazz vocal no programa Chuva de Estrelas impulsionou a sua carreira como cantora, tendo sido solicitada para inúmeros concertos a partir de então.
Em 1997 Jacinta mudou-se para Nova Iorque para frequentar a Manhattan School of Music, onde foi premiada com bolsa de estudos para realização de Mestrado em Jazz Vocal. Ainda em Nova Iorque, Jacinta participou em workshops por grandes nomes do jazz contemporâneo, como Elvin Jones, Maria Schneider, Ed Neumeister, Mark Murphy, Dave Holland e Annie Ross. Prosseguiu estudos de improvisação com Chris Rosenberg da banda de Ornette Coleman, e de interpretação estilística com Peter Eldridge dos New York Voices. Jacinta começou a cantar profissionalmente em Nova Iorque, deslumbrando o público com o seu estilo enérgico.
Mais tarde, durante os quatro anos em que residiu na área de São Francisco, Califórnia, Jacinta actuou profissionalmente em vários projectos musicais apresentando-se também em clubes de jazz de renome mundial como Kimball’s East e Yoshi’s.
Em 2001, a convite do trompetista/produtor Laurent Filipe, Jacinta apresenta-se ao vivo com o projecto Tributo a Bessie Smith.
Depois deste grande êxito no panorama musical Português, Jacinta procurou novos caminhos e novas abordagens, dedicando-se a vários projectos satélite como são exemplo Jacinta Canta Monk e Jacinta Canta Brasil.
Com este programa específico, Jacinta apresentou-se sete noites no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, tendo sido recebida com lotação esgotada todas as noites. Aqui, o sentido rítmico da cantora volta a destacar-se, denotando-se uma entrega e um conhecimento intrínseco musical que proporciona ao ouvinte uma sensação de leveza e de grande naturalidade.
Em 2006, a Blue Note/EMI Portugal lançou Day Dream, o segundo trabalho discográfico de Jacinta.
Este disco surge de uma nova etapa musical onde a cantora redescobre Duke Ellington e alarga o seu espectro musical ao incluir temas de projectos bem distintos. O vanguardista Greg Osby, saxofonista, arranjador e produtor do projecto, ao deparar-se com os trabalhos recentes da cantora, propõe a inclusão no disco de compositores tão diversificados como Djavan, Cole Porter, Tom Jobim, Duke Ellington, Zeca Afonso, Martin e Monk – todos objecto de estudo da cantora. Este disco poderá ser um marco pela forma como os instrumentistas tocam e se expandem criativamente, em permanente dialogo entre si e com a cantora que por sua vez interage com a banda, abordando as melodias com a fluidez de um instrumento de sopro. Esta abordagem resulta numa música fresca, moderna, marcada com um swing forte do Jazz Mainstream mas de corrente contemporânea. Num esforço de maior aproximação deste estilo musical ao público Português, Osby sugeriu a inclusão de adaptações de alguns dos temas para língua Portuguesa. Na Tournée de Day Dream, de 20 concertos a nível Nacional, Jacinta foi recebida entusiasticamente por um público eufórico e apreciador que lotou um grande número de salas do país.
No início de 2007 Jacinta deu inicio a uma nova etapa na sua carreira: avançou com produção independente de agenciamento e management.
A música de Zeca Afonso tornou-se o foco de atenção da cantora, neste ano da comemoração dos 20 anos da morte do compositor/cantor. A música do Zeca sempre fascinou Jacinta e foi objecto de estudo por varias vezes ao longo da sua carreira. Jacinta levou a publico Zeca Afonso, integrado ora em eventos comemorativos ora na abertura dos seus próprios concertos de jazz. Em 2007, Jacinta redescobriu a obra do autor, na procura dos temas musicalmente mais arrojados que permitissem um programa completo e uma abordagem jazzística. Neste processo a cantora percebeu a elevada qualidade dessas canções e surgiu a vontade de um registo discográfico.
Nesse ano os vinte editores europeus da revista Reader’s Digest escolhem Jacinta como a melhor jovem artista de jazz do continente europeu em 2007, no âmbito da iniciativa “O Melhor da Europa”. A revista tem uma tiragem mensal de 4 milhões de exemplares em toda a Europa.
O seu terceiro álbum – “Convexo” [a música de Zeca Afonso] – lançou Jacinta num novo percurso sonoro. A espontaneidade, frescura, e a abordagem do Cool Jazz, juntos com novas harmonias e vibrante ritmo, transformou a música de cariz popular Portuguesa e deu-lhe um sofisticado groove jazzístico que apela a novas audiências.
A criatividade de execução e interpretação, em formato de Trio com Rui Caetano ao piano, Bruno Pedroso na bateria e a voz única de Jacinta, fazem desta sua primeira produção independente um projecto singular.
Em 2008, Jacinta realizou a maior Tournée de Jazz em Portugal, tendo passado por mais de 20 salas portuguesas com o espectáculo ”Convexo”. Ainda no final de 2008 Jacinta, agora com a sua própria editora, atinge com a terceira edição do
“Convexo” [a musica de Zeca Afonso] vendas superiores a 20 mil unidades, o que a torna novamente merecedora de um Disco de Ouro.
…”Convexo ( …) revela um repertório pouco convencional do autor, longe dos clichés (…) em que Jacinta desenvolve e explora, recria e expande a musica do autor…” – Almanaque in Visão
Em 2009, a convite do reconhecido programador Jorge Salavisa, Jacinta realizou uma serie de 9 concertos, em Lisboa, com um novo projecto denominado “Songs Of Freedom”. Com este espectáculo Jacinta voltou a surpreender ao trabalhar êxitos pop transformando-os em jazz, apresentando-se em palco com piano e saxofones tenor e barítono. Jacinta voltou a dar o seu contributo para a História da Música Portuguesa e do Jazz português ao esgotar por completo esta serie de concertos, no prestigiado Teatro São Luiz.
Em 2009 foi convidada para realizar uma Residência Artística de 11 dias, e a inaugurar musicalmente o espaço BES Arte & Finança. Aqui foi protagonista em variadas actividades, como, workshop de Jazz vocal, sessão de coaching musical, rubrica denominada “Jacinta convida”. Estiveram presentes músicos em jam sessions, ensaios abertos e dois concertos. Em formato de Trio, acompanhada por Pedro Costa ao piano, e Paulo Gravato nos saxofones tenor e barítono, demonstraram que o Jazz pode ser ouvido por todos e em todo o lado. Esta iniciativa foi um sucesso musical no espaço BES Arte & Finança, onde Jacinta contou novamente com uma sala efusiva, entusiasta e esgotada.
Ainda em 2009 Jacinta lançou o quarto álbum “Songs of Freedom”, com célebres temas dos anos 60, 70 e 80, de artistas, como Ray Charles, Stevie Wonder, James Brown, Nina Simone, Bob Marley, The Beatles, U2, entre outros. Neste álbum editado pela Blue Note, Jacinta continua a comprovar a sua qualidade, sendo mais uma vez reconhecida através desta prestigiada etiqueta.
Este álbum tem como mote de inspiração o sucesso do espectáculo desenvolvido no Teatro São Luiz. Neste projecto Jacinta revela todo o seu potencial enquanto intérprete, toda a dimensão da sua voz, por vezes portentosa, outras vezes sublimemente delicada e a sua competência a nível do Swing. Aqui mais uma vez, foram escolhidos percursos ousados, em formato de Trio com piano e saxofone tenor e barítono. Com este formato minimalista foi possível dar ênfase à riqueza musical contida nestas canções, desenvolvendo e tirando partido das suas fortes estruturas harmónicas e melódicas.
2010 é o ano da expansão da carreira de Jacinta para o mercado internacional. Participações em vários festivais de jazz como o de Atenas, o de Cartago e o de Istambul, assim como o Duo com o grande pianista de vanguarda Jason Moran, projetam Jacinta para o nível dos grandes intérpretes de jazz, conduzindo assim o legado das divas do Jazz e do swing.
Jacinta, cantora jazz
Discografia
Álbuns
A Tribute To Bessie Smith 4 versões Blue Note, EMI Music Portugal 2003
Day Dream 2 versões EMI Music Portugal 2006
Convexo (A Música de Zeca Afonso) 2 versões HM Música 2007
Songs of Freedom 2 versões EMI Music Portugal 2009
Recycle Swing (CD) Honey Bee Records 11305 2011
Singles & EPs
A Tribute to Bessie Smith (CD, Single) Blue Note CDPRO 03/03 2003
Jacinta Sings Songs of Freedom (CD, Single, Promo) EMI Music Portugal, Capitol Records 5099945882821 2009
Sofia Ribeiro é uma cantora de jazz nascida em Lisboa, Portugal, em 1978.
Discografia
Sofia Ribeiro
Álbuns
Bartolomeo Barenghi, Sofia Ribeiro – Apenas (CD-ROM, Álbum, Dig) 2012
Ar (CD, Álbum, Dig) 2012
Antonio Placer Invite Angélique Ionatos, Elena Ledda e Sofia Ribeiro – Mi País Se Hunde (CD, Álbum) S’ard Music SARDCD00025 2014
Sofia Ribeiro, Andres Rotmistrovsky – Lilás (CD, Álbum) 2014
Mar Sonoro (CD, Álbum) 2015
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