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Salvador Sobral

Durante o tempo que viveu nos Estados Unidos e em Barcelona, onde estudou na prestigiada escola Taller de Musics, Salvador Sobral desenvolveu vários projectos musicais: compôs para si próprio mas ao mesmo tempo criou performances arrojadas à volta da figura de Chet Baker, bebeu da bossa-nova e trouxe às suas canções as doces sonoridades da América Latina.

Excuse Me, o seu disco de estreia, é o resultado dessas viagens e das influências que o cantor recebeu das suas inspirações musicais de sempre, que partem do jazz para o mundo e que agora nos convida a escutar.

O disco tem a co-produção musical do pianista Júlio Resende, do talentoso compositor venezuelano Leonardo Aldrey e do próprio Salvador Sobral.

Salvador integrou a programação de um dos mais relevantes festivais urbanos de música em Portugal, mesmo antes de lançar este seu primeiro álbum: o Vodafone Mexefest.

Em 2016, depois de ter esgotado duas datas no São Luiz Teatro Municipal de Lisboa, apresentaria “Excuse Me” no EDP Cool Jazz.

Em 2017 venceu o Prémio Eurovisão da Canção.

Salvador Sobral, Paris, Lisboa, 2019.

Tatanka

Natural de Sintra, Pedro Taborda, mais conhecido por Tatanka, tornou-se conhecido como o vocalista dos The Black Mamba.  Em 2016 iniciou a carreira a solo, num registo mais pessoal e de regresso às suas raízes, contando histórias e apresentando temas originais em português.

“Alfaiate” e “De Alma Despida foram os primeiros temas apresentados, em 2017.   Também em 2017,  assumiu, a convite da Produtora Tavolanostra, a missão de mentor musical do projeto “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias”. Ao longo das galas protagonizou, com vários artistas convidados, momentos acústicos únicos e intimistas, no contexto de cada aldeia anfitriã. Raquel Tavares, Aurea, Os Azeitonas, António Zambujo, Mariza Liz, The Black Mamba, Ana Bacalhau, Lúcia Moniz e Luísa Sobral foram os convidados escolhidos.

Em 2017, estreou-se a solo na Casa da Música (Sala 2), com casa esgotada, num concerto em que contou com vários convidados, tendo regressado em 2018, desta vez na Sala Suggia.

O álbum de estreia de Tatanka – “Pouco Barulho” – foi editado em 2019. O terceiro single, “Império dos Porcos”, conta com a participação de Miguel Araújo.

Depois de uma incursão pelo reggae, que o levou a integrar a banda de Richie Campbell, Tatanka tornou-se a voz de um coletivo que se agarra aos blues e à soul com ganas de conquistar o mundo. ‘Love Is on My Side’ é a canção que lhe garantiu a vitória na edição de 2021 do Festival da Canção.

Fonte: RTP

Tatanka, Pouco barulho, 2019

Tiago Bettencourt

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, e sempre em Português, Tiago Bettencourt  embarcou em 2003 naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com os Toranja, marcando para sempre o panorama musical português.

A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público com os álbuns “Esquissos” e “Segundo”. Temas inesquecíveis como “Carta” e “Laços” são indissociáveis da sua voz marcante. Em 2006 os Toranja anunciaram uma pausa prolongada e foi então que Tiago Bettencourt partiu para o Canadá e tendo como banda de apoio os Mantha, gravou o álbum “Jardim” com produção de Howard Bilerman (Produtor de “Funeral” dos Arcade Fire), editado em 2007 com êxitos como “Canção Simples”, “O Jogo”, “O Lugar” e “O jardim”.

Em 2010, foi editado “Em Fuga”, também com produção de Howard Bilerman, com o single “Só Mais Uma Volta” e canções como “Chocámos Tu e Eu” ou “Caminho de Voltar”.

No final do ano de 2011 foi editado “Tiago na Toca e os Poetas”. Neste álbum, que surge acompanhado de um livro, Tiago musica poemas de autores portugueses como Florbela Espanca, José Carlos Ary dos Santos ou David Mourão Ferreira na companhia de amigos como Carminho, Camané, Fernando Tordo, Pedro Gonçalves (Dead Combo), entre outros.

Em 2012 chega às lojas “Acústico”, uma imensa celebração onde reúne os convidados Lura e Jorge Palma, e munido dos melhores momentos de uma carreira exemplar assinala um percurso de uma década de muitas experiências e sucessos reveladores de uma das maiores vozes nacionais e de um dos grandes autores da sua geração.

Em 2014, Tiago Bettencourt apresentou o novo disco “Do Princípio”, contando com três colaborações de luxo, Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira, além dos seus músicos habituais. Neste disco Tiago renova-se apresentando, entre outros, os surpreendentes “Aquilo que eu não fiz”, “Morena” e “Maria”.

2015 e 2016 foram anos dedicados à apresentação ao vivo do último álbum, concertos onde não faltaram todos os grandes sucessos da sua carreira.

2017 fica marcado pelo lançamento do seu novo disco “A Procura”, uma viagem incessante em que Tiago Bettencourt nos guia ao longo desde sexto disco da sua carreira, entre a acústica trovadoresca, a pop e as eletrónicas discretas. Um disco marcado pelas colaborações de Márcia, Vanessa da Mata e os singles “Se Me Deixasses Ser”, “Partimos a Pedra” e “Diz Sim feat. Vanessa da Mata”. “A Procura” reflete ao longo das suas 11 canções esta busca incessante do artista pelos vários quadrantes musicais característicos do próprio e mais além ainda.

Em 2020, Tiago Bettencourt lançou o tão aguardado novo álbum de originais – “2019 Rumo ao Eclipse”, o sétimo da sua carreira.

Além de multi-instrumentista é também produtor tendo sido responsável pela produção de discos de Miúda, Katia Guerreiro, Raquel Tavares e Cláudia Pascoal (2020). A sua contribuição à música portuguesa é e sempre será pautada pelo bom gosto, discernimento, e um respeito infinito pela sua língua, mesmo sabendo que isso sempre limitou as suas hipóteses de internacionalização. Em dezembro de 2018 e 2019 enche o coliseu com um concerto surpreendente nomeado para globo de ouro.

Tiago Bettencourt, 2019 Rumo ao Eclipse

Tiago Bettencourt, Acústico

Budda Guedes

Discografia

Portugal desde a raiz, 2021.

Budda Guedes, Desde a raiz

Daniel Bernardes

Em 2015, foi galardoado com a Bolsa Jovens Criadores pelo seu projecto para a criação do seu Daniel Bernardes’ Crossfade Ensemble, um septeto de solistas das áreas do jazz e da Música Erudita para tocar as suas composições.

Em 2016, o projecto O Rondó da Carpideira lançou o seu disco de estreia numa dupla edição CD e DVD, com apresentações várias das quais se destaca a abertura conjunta de “Os Dias da Música” do CCB, e do Festival “Indie Lisboa”.

Leia AQUI a biografia completa.

Discografia

Álbuns

Nascem da terra ‎(CD, Álbum) Tone Of A Pitch TOAP/OJM056 2013
O Rondó da Carpideira ‎(CD, Álbum + DVD, Álbum) 2016
Daniel Bernardes Et Drumming GP – Liturgy Of The Birds – In Memoriam Olivier Messiaen ‎(CD, Álbum) Clean Feed CF543CD 2019
Crossfade Ensemble ‎(LP) MPMP MPMPLP1 2020
Desidério Lázaro, Daniel Bernardes – Stillness In Time ‎(CD, Álbum) (Desidério Lázaro Self-released) 2021
Daniel Bernardes, Filipe Quaresma, João Barradas – Vignettte ‎(CD, Álbum) Artway 2022

Daniel Bernardes, Crossfade Ensemble

Eduardo Cardinho

Eduardo Cardinho é um vibrafonista português. Ganhou vários concursos, destacando­-se o Concurso Internacional em Fermo e a distinção enquanto Melhor Instrumentista na Festa do Jazz do São Luiz 2014.

Em 2016 lançou o seu primeiro álbum de originais.

Nasceu em Marrazes/Leiria e deu os primeiros passos na música aos 6 anos de idade na Filarmónica de S. Tiago de Marrazes, tendo aulas de bateria com João Maneta. Em 2004, ingressou no Conservatório de Música do Orfeão de Leiria na classe de Manuel Campos, onde concluiu o 5º grau, tendo vencido vários prémios neste conservatório. Em 2008 entrou na Escola Profissional de Música de Espinho, onde foi aluno de Nuno Aroso, Rui Rodrigues, Joaquim Alves e Pedro Oliveira. No ano seguinte ganha o 2º prémio na categoria B de vibrafone no Concurso Internacional de Percussão em Itália.

Concluiu o Curso de Percussão em Espinho e ingressa na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, onde estudou vibrafone jazz com Jeffery Davis e outros professores como Nuno Ferreira, Abe Rábade e Michael Lauren.

Foi vencedor do Prémio Jovens Músicos (27ª edição), na categoria Jazz, com o seu projecto Eduardo Cardinho Quinteto. Em 2014 foi vencedor do prémio de melhor instrumentista na Festa do Jazz do São Luiz e actualmente é considerado uma jovem promessa no panorama jazzístico português.

Lidera projectos: Eduardo Cardinho Quinteto, João Barradas & Eduardo Cardinho Quarteto, Eduardo Cardinho Lisbon Trio. Em 2016, venceu com o grupo “Home” o Prémio Jovem Músicos na categoria Jazz Combo.

Discografia

In Search of Light ‎(CD, Álbum) Nischo Records NIS0006 2019

Eduardo Cardinho, Search of Light

Lisboa String Trio

Os LST – Lisboa String Trio são um Trio português constituído pelo guitarrista José Peixoto, o guitarra portuguesa Bernardo Couto e o contrabaixista Carlos Barretto. Juntos desde 2013, editaram o primeiro álbum “Matéria” em 2014 e com este primeiro registo ganharam o Prémio Carlos Paredes atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

Em 2016 editam “Lisboa” e com este trabalho para além de continuarem a atuar um pouco por todo o país e em alguns festivais no estrangeiro, são nomeados para Melhor Disco – Prémio Autores 2017, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Admitindo que estas duas palavras/conceitos podem existir sem sobressaltos, “jazz” e “português”, este Trio atreve-se a construir a sua música nesse contexto poético e subjectivo do que pode ser essa expressão em português ou dentro daquilo que se pode (se se puder) definir como o seu sentir. Jazz português? Se Fado fosse…

Carlos Barretto é uma referência no panorama jazzístico português como contrabaixista e compositor. É natural de Lisboa onde reside. Viveu em Viena, Paris e Madrid. Tocou por toda a Europa, China, África e América do Sul. Combina a actividade musical com as artes plásticas (pintura). Gravou 10 álbuns como líder e mais de 50 como sideman. Entre outros trabalhou com: Lee Konitz, Steve Grossman, Steve Lacy, Art Farmer, Louis Sclavis, Mal Waldron, Brad Mehldau, Kirk Lightsey, Bernardo Sassetti, George Cables, Barry Altschul.

Bernardo Couto, nascido a 19 de Dezembro de 1979,começou a aprender guitarra portuguesa aos 14 anos, com o guitarrista Carlos Gonçalves. Na Escola de Música do Conservatório Nacional completou o 7º grau dos cursos de Guitarra Portuguesa e Formação Musical, tendo ainda feito as cadeiras de Analise e Técnicas de Composição (1,2 e 3), História da Musica, Acústica e Musica de Câmara. Estudou também com Pedro Caldeira Cabral, Ricardo Rocha e Paulo Parreira. Só anos mais tarde começou a tocar profissionalmente na Mesa de Frades, tendo, a partir daí iniciado um percurso como acompanhador, tocando com Raquel Tavares, Camané e mais recentemente Cristina Branco e António Zambujo. Trabalhou ainda com alguns nomes fora do contexto do Fado como Júlio Pereira, grupo Mestisay e Olga Cerpa e o Ensemble Modern.

José Peixoto (n. 1960) é um músico, compositor, arranjador e produtor. Estudou Guitarra Clássica na Academia de Amadores de Música de Lisboa, e frequentou o Conservatório Nacional e a Escola Superior de Belas Artes (Arquitectura) na mesma cidade. Tem desenvolvido intensa actividade quer em projectos de outros autores e grupos (José Mário Branco, Maria João, Madredeus, Janita Salomé, Carlos Zíngaro, João Monge, Maria Berasarte) quer nos seus próprios projectos que contam com 18 CD gravados em nome próprio. Mantém regular actividade de concertos estando actualmente a trabalhar com projecto Aduf (em parceria com José Salgueiro), com Quinteto Lisboa (com João Gil e João Monge), com a cantora espanhola Maria Berasarte e com seu grupo de música instrumental (jazz português) El Fad que com o CD Lunar, da JACC Records foi galardoado com o Prémio Carlos Paredes 2011. Em 2012 lançou o CD “Volta”, novo projecto em Duo com o contrabaixista António Quintino. Em 2014 saiu, com apoio concedido pela GDA, um CD de um novo Trio LST – Lisboa String Trio (com Bernardo Couto – guitarra portuguesa e Carlos Barretto – contrabaixo), grupo do qual é fundador.

Discografia

Lisboa String Trio

Lisboa String Trio, Aqui e Ali

Depois de três discos editados – “Matéria” (2014), galardoado em 2015 com o prémio Carlos Paredes, “Lisboa” (2016), nomeado para a categoria de Melhor disco de 2016 pela Sociedade Portuguesa de Autores e “Aqui e Ali” (2020), com uma das canções “Ai mas ai de mim” (Tiago Torres da Silva/José Peixoto) interpretada por Cristina Branco a ser galardoada com um prémio atribuído pelos IPMA (International Portuguese Music Awards) na categoria “Best Fado performance”, o LST-Lisboa String Trio iniciou um novo ciclo, com uma formação renovada.

Na inquieta continuação da exploração de uma linguagem que foi definindo e criou raízes, o grupo prepara um novo reportório e um novo disco para 2023.

Da formação anterior mantêm-se dois músicos, José Peixoto (guitarra) e Carlos Barretto (contrabaixo). E a estes juntam-se o músico catalão Marc Planells (alaúdes, sitar e percussão) e, como convidada, Sofia Vitória (voz), na sequência de gratificantes colaborações anteriores com outras vozes (Cristina Branco, Maria Berasarte e Ricardo Ribeiro).

A sonoridade do grupo ganha novas matizes, explora novas direções e, sem perder de vista a matriz instrumental que caracteriza a sua música, para além das canções, conta com a capacidade de Sofia Vitória poder usar a voz como se de um instrumento se tratasse, graças ao seu background ligado ao jazz.

Novos territórios se abrem para acolher o novo futuro deste original grupo.

José Peixoto – guitarra
Marc Planells – alaúdes, sitar e percussão
Carlos Barretto – contrabaixo
Sofia Vitória – voz